Polícia

Rapaz de 18 anos mata padrasto com facada no pescoço durante discussão

Crime foi na frente da casa da família (foto); jovem aguardou a PM e confessou o crime

Wendy Tonhati Publicado em 11/01/2015, às 11h11

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Crime foi na frente da casa da família (foto); jovem aguardou a PM e confessou o crime

Um homem de 47 anos morreu durante a noite do sábado (10), após levar uma facada no pescoço, na Vila Marcos Roberto, em Campo Grande. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, identificada como Edson Gimenez, teria sido morto pelo enteado, Heron Christian Silva Gimenez, de 18 anos, que ficou no local e confessou o crime à polícia.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender uma ocorrência, até então de lesão corporal, às 18h30. O suspeito estava em frente ao imóvel e contou aos policiais que, quando o pai chegou ao local, teve início uma discussão.

Após uma troca de ofensas, o rapaz disse que pegou uma faca de cozinha e deu um golpe na altura do pescoço do padrasto. Depois, afirmou ter jogado a faca embaixo de um carro que estava estacionado na rua.

A arma do crime foi localizada pela PM. Por volta das 23h30, Gimenez morreu no posto de saúde do Bairro Guanandi.

O Jornal Midiamax havia informado que a vítima e o suspeito eram pai e filho, informação contida no registro da ocorrência, mas segundo Cristina, de 42 anos, mãe do suspeito e mulher da vítima, os dois são enteado e padrasto.  

Cristina contou que o marido morreu no dia do aniversário. Ela disse que chegou a esquecer de dar parabéns ao marido e que, durante a manhã, Edson a levou ao trabalho e foi trabalhar como ajudante de pedreiro. A mulher pensou em ligar para o marido, mas não teve tempo de desejar os parabéns.

Segundo a mulher, antes do crime, uma sobrinha ligou para ela disse que o filho estava agitado. Ele teria problemas mentais e faz uso de medicamentos controlados. Como aparentemente o rapaz estava mais calmo, ela deixou Heron em casa e foi para igreja, na mesma rua.

Cristina diz que o marido e o filho tinham mania de ficar se provocando. O rapaz foi até a igreja e contou que o padrasto havia sido ferido com uma facada. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas Edson acabou morrendo.

Após o crime, segundo a mãe, o rapaz ficou no local, olhando o atendimento médico. Por precaução, já que o filho não tinha tomado os remédios, ela preferiu não questioná-lo sobre o que aconteceu e quando a polícia chegou, o rapaz se entregou e confessou o crime.

Segundo vizinhos, padrasto e enteado teriam uma rixa e brigas frequentes. Edson foi lembrado por vizinhos como trabalhador.  

O suspeito foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga. O caso foi registrado como homicídio doloso.

Jornal Midiamax