Polícia

Quadrilha comprava veículos com depósito falso para vender na internet

'Golpe do envelope vazio' engana vendedores

Wendy Tonhati Publicado em 16/06/2015, às 12h39

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‘Golpe do envelope vazio’ engana vendedores

Quatro integrantes de uma quadrilha que aplicava o chamado ‘golpe do envelope vazio’ foram indiciados pela Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) na última segunda-feira (15), em Campo Grande. Três foram presos em flagrante e um se apresentou com advogado.

De acordo com a delegada Ana Claudia Medina, os envolvidos vão responder pelos crimes de receptação, associação criminosa e adulteração de sinal identificador. Os presos são Wesley Francisco de Lima, de 28 anos, Nilton Amorin, de 34 anos, e Donizete Alencar da Silva, de 44 anos. Leandro Vieira de Lima, de 30 anos foi indiciado.

Os policiais descobriram que uma caminhonete F350, produto de estelionato, estava sendo anunciada em um site de vendas. O dono do veículo havia caído no golpe do envelope vazio no dia 5 deste mês, em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande.

No golpe, o estelionatário demonstra interesse em um produto oferecido pela vítima e diz que vai fazer o pagamento por meio de um depósito bancário. O golpista então vai até o banco, faz um depósito sem colocar dinheiro dentro do envelope, obtém o comprovante do depósito e encaminha à vítima. 

Após descobrirem o veículo sendo anunciado na internet, os policiais marcaram o encontro com o vendedor e conseguiram prender o trio suspeito de estelionato. A caminhonete foi recuperada. Com os suspeitos foram apreendidos nove veículos. Em dois deles, a polícia já constatou indícios de adulteração e os outros também serão investigados.

Ainda foi apreendido um trator com Donizete, que a polícia constatou ser  produto de um golpe, dado por ele no dia 12 deste mês, em Campo Grande. O veículo também foi devolvido à vítima.

A ação contou com o apoio de uma equipe da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), para a custódia dos veículos apreendidos e encaminhamento para exame pericial.

Donizete conta com extensa ficha criminal por estelionato e era foragido da colônia penal agrícola, onde cumpria pena em regime semiaberto por estelionato. Wesley já contava com registros criminais por furto e receptação e estava em liberdade condicional. Leandro cumpre pena no regime aberto por conta de um homicídio.

Jornal Midiamax