Polícia

Padrasto é suspeito de estuprar irmãs de 6 e 12 anos e maltratar irmão de 7

Mãe das crianças será investigada por omissão

Kemila Pellin Publicado em 04/11/2015, às 18h52

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Mãe das crianças será investigada por omissão

Um rapaz de 21 anos será investigado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), por estuprar as duas enteadas, de 6 e 12 anos, e maltratar o enteado de 7 anos. O caso chegou à polícia por meio de denúncia, e foi confirmado no depoimento das crianças, que foram retiradas do convívio familiar, uma vez que a mãe também será investigada por omissão, já que segundo os filhos, ela sabia das agressões.

De acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, após a denúncia os investigadores foram até a escola onde as crianças estudam, no Bairro Danúbio Azul, e fizeram um breve interrogatório com a menina mais velha, que relatou as agressões sofridas pelos irmãos. Os três foram levados para a delegacia para prestar depoimento.

Durante a conversa a menina mais nova revelou ter sido  obrigada a fazer sexo oral, e que o padastro “tentava a penetração”, tanto vaginal quanto anal. Perguntada se o fato chegou a ser consumado, ela disse apenas disse que após a violência, sentia muita dor para ir ao banheiro.

O menino de 7 anos também relatou a agressão sofrida pela irmã, dizendo que um dia viu o padrasto “fazer com a menina o que fazia com sua mãe”. Sobre os maus-tratos sofridos, o garoto disse que apanhava e depois era colocado de castigo. “Ele disse que ficava de joelhos e com as mãos para cima. Sem poder comer ou ir ao banheiro, e se reclamasse, o padrasto puxava ainda mais o braço dele”, detalhou o delegado.

A irmã mais velhas, de 12 anos, confirmou os depoimentos dos mais novos, e também contou que em um dia ela acordou no colo do rapaz, com ele passando a mão pelo seu corpo.

As crianças ainda disseram que a mãe sabia de tudo o que estava acontecendo, porque a filha de 6 anos se queixou da situação assim que o crime aconteceu. Na data, a mãe jurou que mandaria o rapaz embora se acontecesse novamente e orientou a menina a não contar a história para os irmãos. Ainda assim a caçula decidiu contar sobre a violência para os mais velhos, que voltaram a procuram a mãe, mas foram reprimidos, recebendo a recomendação de não falar sobre o caso com ninguém.

Os três foram encaminhados para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para passarem por exames de corpo de delito, e depois foram encaminhados para um abrigo pelo Conselho Tutelar da área norte.

Como não houve flagrante, o suspeito segue em liberdade, e deve ser ouvido nos próximos dias, assim como a mãe das crianças. De acordo com o delegado, o pedido de prisão preventiva pode acontecer caso o suspeito represente algum perigo para as testemunhas, ou tente fugir da cidade.

Jornal Midiamax