Polícia

Operação Tempestade faz levantamento de documentos patrimoniais ‘destruídos’

Um dano no telhado teria extraviado contratos 

Midiamax Publicado em 16/04/2015, às 14h23

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Um dano no telhado teria extraviado contratos 

Desde a manhã desta quinta-feira (16), equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estão no prédio da Prefeitura Municipal de Camapuã, localizada a 135 quilômetros de Campo Grande. Eles contam com o apoio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca daquela cidade para realizar a Operação Tempestade.

O nome faz alusão à chuva que teve na região e foi o motivo alegado por funcionários do órgão, sobre o sumiço de alguns contratos de construção e de compra realizados pela prefeitura.

Em nota, a assessoria do MPE/MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) informe que, “Não obstante, somente após a segunda requisição ministerial foi encaminhada cópia de ocorrência policial em que os envolvidos justificavam a impossibilidade de fornecer os documentos públicos, por terem extraviado, sob a alegação de que no dia 10/03/2014, ‘ocorreu uma chuva forte nesta cidade, ocasião em que acabou danificando uma calha de uma sala localizada ao lado da sala da tesouraria da prefeitura, sala esta usada para digitalização de documentos e levantamento patrimonial; ocorre que em razão do episódio, a água caiu sobre os documentos (processos diversos) existentes em tal sala, danificando parte deles (molhando excessivamente); que o comunicante ainda tentou recuperar tais documentos, levando-os ao sol (fundos da prefeitura), todavia, acabou extraviando parte deles’”.

O problema ocorrido na prefeitura chegou a ser registrado na Delegacia da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, quando a operação deu início. Para a ação, o juiz titular da 2ª Vara da Comarca de Camapuã, a pedido do Promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social daquela cidade, em razão da ausência de remessa de documentos requisitados pelo Ministério Público, expediu mandado de busca e apreensão no prédio da prefeitura.

A Promotoria de Justiça do Patrimônio Púbico e Social instaurou inquérito civil para apurar irregularidades na aquisição de materiais de construção e prestação de serviços de empresas provenientes de outras cidades e até outros Estados, a partir do ano de 2013, pelo município de Camapuã.

Jornal Midiamax