Polícia

Motorista de caminhão que provocou acidente na BR-163 permanece preso

O caminhoneiro responderá por homicídio culposo

Renata Portela Publicado em 12/08/2015, às 15h02

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O caminhoneiro responderá por homicídio culposo

O motorista do caminhão carregado de massa asfáltica, que provocou o acidente grave na Rodovia BR-163, na manhã de terça-feira (11), permanece detido na Delegacia de Polícia Civil de Eldorado, cidade a 440 quilômetros de Campo Grande. Ele não teve nome ou idade revelados.

De acordo com o delegado titular, Thiago de Lucena e Silva, o caminhoneiro foi ouvido e permanece preso. Ele foi autuado e responderá por homicídio culposo, quando não há intenção, na direção de veículo automotor, qualificado pela omissão de socorro.

Segundo o delegado, o motorista fugiu depois do acidente, sem prestar socorro às vítimas. “O Código de Trânsito Brasileiro premia aquele que permanece no local e socorre. Ele faltou com o dever de solidariedade ao se evadir”, afirma Thiago de Lucena.

A Polícia Civil ainda recebeu a informação de que o caminhão transportava 22 toneladas de massa asfáltica, peso que estaria acima do permitido. O caminhoneiro afirmou que o veículo não freou na descida e ele não conseguiu evitar a colisão. Ele foi localizado por policiais da PRF (Polícia Rodoviária Federal) depois de testemunhas darem as características dele. Cinco testemunhas também foram ouvidas pela Polícia Civil para relatar o caso.

Conforme informações policiais, a empresa responsável pelo material transportado pode ser autuada pelo excesso de produto. O caminhoneiro alegou que apenas pegou o caminhão, já carregado, sem se responsabilizar pela carga. O nome da empresa não foi divulgado e a massa asfáltica era levada para Mundo Novo.

O acidente

O caminhão desgovernado atingiu outros sete veículos, entre carros de passeio e caminhões, que estavam parados na BR-163, por conta de obras que ocorriam no trecho entre Mundo Novo e Eldorado.

Com a gravidade da colisão, quatro pessoas morreram, nove seguem internadas e outras cinco foram atendidas e liberadas em seguida. Estiveram no local a PRF, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e CCR MSVia. 

Jornal Midiamax