Polícia

Mãe chega a Campo Grande para confirmar se ossada encontrada é da filha desaparecida

Jovem desaparecida desde 2003, morou no mesmo lugar onde ossada foi achada

Wendy Tonhati Publicado em 31/03/2015, às 13h21

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Jovem desaparecida desde 2003, morou no mesmo lugar onde ossada foi achada

Iria Maidana, de 59 anos, moradora de Sonora, chegou na manhã desta terça-feira (31), em Campo Grande para confirmar se a ossada humana encontrada em uma fossa do Bairro Taveirópolis é filha dela, Marília Débora Cabalero, desaparecida em 2003.

A mãe veio com o marido e os dois netos, uma adolescente de 17 anos e um menino de 13. Dona Iria disse que a intuição de mãe e algumas coincidências apontam que a ossada pode ser da filha dela. Ela disse que, como por exemplo, as próteses de silicone, a provável altura e o fato de que a filha frequentava o local, a fez acreditar que possa ser a filha.

Dona Iria confirmou para a polícia que a filha fez a cirurgia para implantação da prótese de silicone no Hospital São Lucas e que foi ela quem cuidou dela no pós-operatório. Depois de uns dias, retornaram para Sonora e no dia 11 de outubro de 2003 Marília retornou para Campo Grande e 15 dias depois fez o último contato.

Nesse período, a mãe disse que a filha mantinha contato com Gilberto, dono da madeireira e com quem tinha um relacionamento, e que ele dizia que não tinha mais contato com ela. Para a mãe Gilberto falava que ela havia sido presa, mas a mãe chegou informação que não foi confirmada. Depois de certo tempo ela ficou sabendo que Gilberto havia morrido.

Ainda nesta terça-feira (31) vai ser coletado material da mãe e do neto para fazer o exame de DNA. O delegado Messias Pires dos Santos Filho, da 6ª Delegacia de Polícia, disse que vai fazer diligências no local e que também vai convocar os funcionários da então madeireira para prestar depoimentos.

 O delegado afirmou ainda que somente depois do resultado do DNA é que vai poder afirmar se a ossada é da filha de dona Iria. O resultado deve sair em 30 dias, mesmo período para o encerramento do inquérito policial. A mãe da desaparecida disse que a princípio o sentimento dela é de revolta, mas se realmente for à ossada de Marília a busca dela foi encerrada e vai poder enterrar a filha.

Caso se confirme o assassinato, Iria disse que a filha procurou porque era dependente química. A mãe disse que o implante foi um acordo que ela fez com Gilberto para largar o vício. Ainda segundo o delegado, a princípio foi dito que a ossada foi encontrada dentro do saco de rações, mas que na verdade apenas cobriam o corpo. O delegado acredita que jogaram o corpo na fossa e colocaram o saco para cobrir.

Ossada

A ossada foi encontrada na tarde de sábado (28). A Polícia Civil disse acreditar que os ossos estariam no local há pelo menos 12 anos, pois a ossada foi achada próximo a um saco de ração com data de validade de 2003.

A madeireira que funcionava no local foi vendida e desde 2005, uma empresa de engenharia se instalou na Avenida Tiradentes. O proprietário do empreendimento de construção teria pedido a um funcionário para desativar uma fossa antiga que estava no fundo do estabelecimento que está em expansão.

Durante os trabalhos, ele encontrou um saco de ração. Ao abrir o embrulho viu a ossada e comunicou a PM. Os ossos foram encaminhados para o Imol (Instituto de Medicina e de Odontologia Legal).

Jornal Midiamax