Jovem que matou esposa, filho bebê e enteado com 90 facadas é julgado nesta sexta

O autor foi preso horas depois após o crime
| 31/07/2015
- 02:04
Jovem que matou esposa, filho bebê e enteado com 90 facadas é julgado nesta sexta

O autor foi preso horas depois após o crime

Marcos Luiz Azevedo Chaves, 23, acusado de matar a esposa, o filho, um bebê de sete meses e o enteado de dois anos, será julgado às 13 horas desta sexta-feira (30), no Fórum de Itaporã, 219 quilômetros de Campo Grande. O crime aconteceu no dia 20 de janeiro de 2012, na casa onde a família morava na Chácara Bela Vista, na cidade.

Na época, Marcos assassinou a esposa Fernanda Naiara de Azevedo de 16 anos, o filho de sete meses e o enteado de dois anos. O autor que confessou o crime foi indiciado por triplo homicídio qualificado. Marcos está preso na Penitenciária Máxima de Naviraí.

Crime

A chacina abalou a cidade de Itaporã e comoveu o Estado. Marcos matou a mulher, o filho e o enteado, com o total de 90 facadas. A maioria dos golpes foram dados na região do peito, pescoço e rosto das vítimas. Réu confesso, o rapaz foi preso horas depois e na época disse ao que o motivo da chacina seria o som alto.

No dia do crime, Marcos havia bebido cachaça e ouvia som em alto volume. Fernanda Naiara Azevedo, de 16 anos, esposa do autor, ficou incomodada e pediu para que o marido abaixasse o volume.

Irritado com a mulher, Marcos entrou na cozinha, pegou uma faca e partiu para cima de Fernanda. Ele desferiu vários golpes até a faca quebrar. Ele então pegou outra faca e terminou de matar a vítima.

Com o barulho, o bebê do casal começou a chorar. Posteriormente, Marcos deu uma facada no peito do próprio filho de seis meses, que estava no berço. Com muita raiva, o criminoso desferiu 23 golpes no bebê.

A outra criança, de dois anos e sete meses, filho de Fernanda, levou um total de 22 facadas. Ela dormia na cama junto com a mãe e para tentar se defender do padrasto levantou as mãos. Marcos acertou um dos dedos do menino, que foi decepado. Um dos golpes pegou também no pulso da criança, que quase separou a mão do braço. Depois, o assassino desferiu impiedosamente outros golpes. 

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