Polícia

Golpe do ferro: dupla é presa na Capital após estelionato em várias regiões do país

Vítimas de MS tiveram prejuízo de R$ 48 mil

Midiamax Publicado em 25/09/2015, às 19h23

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Vítimas de MS tiveram prejuízo de R$ 48 mil

A Deco (Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado) apresentou na tarde desta sexta-feira (25) a dupla acusada de aplicar crimes de estelionato em várias regiões do país. Eles aplicaram o ‘golpe do ferro’ com dois comerciantes do Estado, falando que tinham 20 toneladas de ferro para venda. As vítimas, enganadas pela dupla, tiveram prejuízo de R$ 48 mil.

Os suspeitos, Tiago Henrique Anísio Martins, de 30 anos, e Ademir Cândido de Jesus, de 62 anos, foram presos no dia 19 por policiais da Deco na Capital após investigação. De acordo com a delegada titular da Deco, Ana Cláudia Medina, a dupla, que confessou o crime, já fez vítimas em Tocantins, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Goiás e Distrito Federal.

A “suposta” venda da carga fechada de 20 toneladas foi negociada com dois comerciantes de ferro de Coxim e São Gabriel. O preço da carga, segundo a delegada, chega em média a R$ 100 mil e eles queriam negociar o ferro cantoneira por R$ 48 mil. Um deles iria pegar R$ 23 mil e outro R$ 25 mil.

No dia 3 de setembro, os dois estelionatários vieram à Capital e combinaram de encontrar as duas vítimas na frente de um supermercado. No local, os comerciantes encontraram um dos suspeitos, Tiago, que usava um crachá falso da DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que os levou para uma empresa de ferro na saída para São Paulo. Um terceiro suspeito, que está foragido, se apresentou como “Lucas” e apontou para um dos caminhões que estavam no estacionamento como a ‘possível’ carga que as vítimas levariam. Ele pediu que os comerciantes fossem a um escritório da cidade “assinar a papelada” enquanto ele liberava a carga.

Os comerciantes foram a um escritório que fica perto do Horto Florestal. No local, estava Ademir, de terno e gravata, o homem se apresentou como advogado (“doutor”). Ele afirmou que estava em uma reunião e que atenderia as vítimas rapidamente. Após o pagamento em dinheiro de R$ 48 mil, as vítimas assinaram um documento, e Ademir pediu um tempo para buscar um carimbo. O homem não voltou.

Estranhando a demora e a movimentação de pessoas de branco, após cerca de 30 minutos, as vítimas perguntaram para quem estava no local o que funcionava ali. O local era um posto de saúde. Naquele momento, os comerciantes foram à Deco registrar o caso.

Após investigações, os policiais prenderam a dupla, que chegava de Goiás, na entrada da cidade. Eles tinham tentando aplicar o mesmo golpe a uma comerciante de Tocantins, e só não conseguiram porque a vítima não juntou dinheiro suficiente. A dupla confessou o crime e disse que gastou todo o dinheiro em jogos de azar. Eles ainda afirmaram que estão arrependidos pelo crime.

Segundo Medina, Ademir, que mora em Campo Grande, é casado e tem 5 filhos. Sua mulher está internada na Santa Casa. Tiago tem família em Fátima do Sul, a 259 quilômetros de Campo Grande. Ele tem três filhos, e segundo a delegada, depois de pegar o dinheiro das vítimas enviou R$ 800, para a família.

Para a delegada, os bandidos eram especializados neste tipo de crime, e apenas em Brasília já tinham enganado mais de cinco pessoas. Os dois têm passagem por estelionato. Tiago também tem passagem por roubo. Medina diz acreditar que com a prisão deles possam aparecer ainda mais pessoas que foram vítimas da dupla.

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