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Expulsões, atrasos e futebol fraco: e agora, Corinthians?

Ao todo 39.806 torcedores foram para a Arena, mas viram o time ser eliminado da Libertadores pelo Guaraní

Midiamax Publicado em 14/05/2015, às 12h11

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Ao todo 39.806 torcedores foram para a Arena, mas viram o time ser eliminado da Libertadores pelo Guaraní

O Corinthians teve uma noite para esquecer na Arena na última quarta-feira. A derrota por 1 a 0 para o Guaraní-PAR tirou a equipe da Libertadores de 2015. No entanto, o que ficou marcado por uma noite pode durar mais tempo: a eliminação alvinegra deixa dúvidas no time paulista para os próximos meses, tanto em relação ao futebol quanto por questões fora do campo.

Expulsões

Uma das principais questões no ano para o Corinthians tem sido as constantes expulsões de jogadores. Em toda a temporada, oito vezes o time viu um árbitro puxar o cartão vermelho para um atleta. Seis delas somente na Libertadores. Os jogadores já expulsos são: Guerrero, Fábio Santos (duas vezes), Jadson, Cássio, Gil, Emerson e Mendoza.

Após perder dois atletas contra o São Paulo , Tite promoveu uma reunião com atletas e ordenou que não houvessem mais problemas do tipo. A tentativa não deu certo e a eliminação alvinegra passou muito pela indisciplina, o que deixou o técnico publicamente “chateado”. Agora, o treinador terá que arrumar uma nova forma de controlar os atletas. Talvez com punição?

Desaprendeu a jogar?

É óbvio: nenhum time desaprende a jogar da noite para o dia. Mas o que acontece com este Corinthians de 2015 é algo quase inexplicável. De um início do ano arrasador com exageros como “nível de Champions League” a uma maré de má fase que custa a passar. Nos últimos nove jogos, após o ápice do time contra o Danubio, foram duas vitórias, quatro empates e três derrotas.

Após a eliminação para o Guaraní-PAR, Tite usou uma frase que tem se tornado uma constante no atual momento do time: “retomada do padrão”. Para o treinador, não há desespero e o time voltará a jogar bem naturalmente. Contudo, a oscilação no momento decisivo deixou a equipe alvinegra fora da principal competição no ano.

O que chamou a atenção contra o Guaraní-PAR foi a mudança abrupta da forma de jogar alvinegra: enquanto encantou no início do ano por toques rápidos e bola no chão, praticamente só fez cruzamentos contra os paraguaios. “A gente nunca se proclamou o melhor time, estava em grande fase e cresceu muito rápido. Não vejo deste grupo ostentação, outros erros podem ser”, afirmou Tite após o duelo.

Vencimentos atrasados: até quando?

Apesar de jogadores e presidente discordarem da influência da falta de pagamentos, a discussão sobre os salários atrasados se tornaram uma constante durante as últimas semanas, em meio à queda de rendimento do time. O assunto estava esquecido, apesar de existir, durante os quatro meses da invencibilidade de Tite, mas bastou as derrotas chegarem para a dúvida ser plantada: a questão extracampo tem influência no desempenho do time?

Antes do duelo contra o Guaraní-PAR, jogadores receberam uma informação de que alguns depósitos haviam sido realizados. Ou seja: sim, a questão é importante a este ponto.

“A diretoria passou que foram feitos alguns depósitos. Mas eu estava na concentração, preferi nem olhar isso. A gente confia na presidência e vamos ter que correr juntos nisso. A gente em que voltar a ganhar”, disse Renato Augusto após a derrota. O presidente Roberto de Andrade confirmou a situação. “Só cumprimos a obrigação de depositar recursos que vão chegando. A questão é pagar, é diária. Isso fazemos questão”, comentou.

Preju!

A eliminação corintiana da principal competição internacional do continente sul-americano afetará, também, os cofres da equipe. Caso chegasse à final da Libertadores, o Corinthians fatalmente arrecadaria cerca de R$ 10 milhões de bilheteria com as rendas dos jogos, se tomado por comparação o montante que entrou na última quarta (R$ 3.327.731,50). A verba seria destinada ao fundo que cuida do pagamento do estádio. Agora, o time terá mais problemas para quitar a dívida.

Além disso, o avanço na competição renderia premiações mais “gordas” para a equipe alvinegra. Se fosse campeão, o Corinthians faturaria mais de R$ 15 milhões com a premiação do torneio. Em tempos de vacas magras, viria muito bem a calhar.

Jornal Midiamax