Polícia

Enquanto aguarda burocracia, mulher de investigador morto recebe ajuda de policiais

Dalva disse que os cartões do marido foram bloqueados

Midiamax Publicado em 05/07/2015, às 00h45

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Dalva disse que os cartões do marido foram bloqueados

A mulher do policial que foi assassinado durante uma abordagem em Tacuru no domingo (28), Dalva Aparecida de Souza, está passando por dificuldades e está recebendo ajuda de diversos servidores da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Após o crime, Dalva Aparecida de Souza Almeira está morando em Campo Grande com os dois filhos e disse à equipe de reportagem do JornalMidiamax que acabou saindo de casa com apenas uma muda de roupa.

“Eu fui para o enterro em Nova Alvorada na terça e na quarta vim para Campo Grande, está tudo em Tacuru, mas estou aqui com a minha família”.

A viúva está morando com os dois filhos de 14 e 8 anos na casa da irmã e relatou à equipe de reportagem do Jornal Midiamax que se casou aos 15 anos com José Nivaldo e nunca trabalhou. “Estou cuidando da documentação dele para receber o dinheiro, mas como demora eu estou recebendo a ajuda dos colegas dele que eu nem conhecia”.

Dalva disse que os cartões do marido foram bloqueados e que a família tem dívidas a serem pagas. A viúva ainda não tem condições de voltar para a residência na qual morava com o marido no município de Tacuru, ela pretende vender a casa e morar em Campo Grande com os filhos.

“Minha família mora em Campo Grande e a dele em Nova Alvorada, eu ficava lá por causa dele, então não tenho motivos para voltar”.

Segundo Dalva, além dos dois filhos com ela, Nivaldo tem outros três filhos com idade entre 17 e 24 anos. Ela relatou que está esperando a chegada dos filhos mais velhos da vítima para ir à sede da Polícia Civil receber uma doação dos policiais.

“Eles me ligaram e falaram que arrecadaram algumas coisas. Mesmo eu não tendo recebido ameaça eu não quero voltar para Tacuru e os colegas do meu marido estão me ajudando muito”, concluiu. 

Jornal Midiamax