Polícia

Em MS, menina de 10 anos descobre que foi engravidada pelo pai e quer ter o filho

Suspeito do abuso era considerado 'bom pai e marido'

Midiamax Publicado em 19/05/2015, às 19h58

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Suspeito do abuso era considerado ‘bom pai e marido’

Uma menina de 10 anos de idade descobriu na última sexta-feira (15) que foi engravidada pelo próprio pai. Tanto ela, quanto os familiares, no entanto, rejeitam a possibilidade de abortar e querem que o bebê nasça. O caso aconteceu em Dourados, a 226 quilômetros de Campo Grande, e veio à tona quando a criança tomava uma vacina no posto de saúde.

Os profissionais de saúde estranharam o tamanho da barriga da menina e exames confirmaram a gravidez, que já tem aproximadamente cinco meses. Segundo o conselheiro tutelar Nelson Amaral, ela e a mãe foram levadas para a sede do Conselho, onde a criança revelou que foi abusada pelo pai.

“Ela relatou que o abuso aconteceu em uma tarde quando a mãe não estava na casa. A mãe dela falou que não sabia da gravidez e nem do abuso”, conta o conselheiro. Segundo as duas, o autor não é usuário de drogas, não costuma beber e nunca foi violento.

Ainda segundo Amaral, logo depois um boletim de ocorrência foi registrado na DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher de Dourados) e a menina foi encaminhada para o IML (Instituto Médico-Legal) para fazer exame que comprove a conjunção carnal. O caso agora é investigado e acompanhado pelos órgãos responsáveis.

A equipe do Jornal Midiamax entrou em contato com a DAM, mas foi informada de que a delegada responsável pelo caso estava em reunião. Já a menina, foi deixada aos cuidados da mãe na casa da avó materna, onde está recebendo acompanhamento médico. “Hoje fomos ver ela e a mãe informou que o pai não está mais vivendo com elas. Esperamos que o abusador seja preso”, relata o conselheiro.

Aborto

Ao ser informado do caso, a Vara de Infância e do Adolescente avisou ao Conselho Tutelar que caso os médicos comprovem que a gravidez da menina é de risco, e a família aceite, a gestação pode ser interrompida. Mas tanto a futura mãe, como a responsável por ela, alegaram que preferem manter a gravidez até o fim e que querem sim, que o bebê nasça.

Jornal Midiamax