Polícia

Em MS, 29% dos presos estão na cadeia sem julgamento

Dados fazem parte do Infopen, divulgado pelo Ministério da Justiça

Wendy Tonhati Publicado em 24/06/2015, às 14h36

None
superlotacao-em-presidio-em-pernambuco-problema-e-recorrente-em-unidades-carcerarias-em-todo-o-estado-1379708501777_615x470.jpg

Dados fazem parte do Infopen, divulgado pelo Ministério da Justiça

Mato Grosso do Sul tem a sétima maior população carcerária do Brasil com 14.904 presos. Do total, 29% estão na cadeia sem terem sido julgados. No ranking por estados, o Mato Grosso do Sul aparece com a quarta melhor taxa, atrás apenas de Rondônia, Acre e Santa Catarina. Os dados fazem parte do relatório do Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias), divulgado na terça-feira (23), em Brasília.

No levantamento consta também consta a taxa de presos provisórios, com mais de 90 dias de aprisionamento, prazo tido como o razoável para que o detento conheça sua sentença. No Estado, a taxa é de 70%. Porém, o documento explica que dada à pequena parcela de estabelecimentos que responderam à questão, não é possível generalizar a situação apontada.

No Brasil, cerca de 41% das pessoas privadas de liberdade são presos sem condenação. Significa dizer que quatro a cada dez presos estão encarcerados sem terem sido julgados e condenados.

A população prisional brasileira total chegou a 607.731 pessoas em 2014. Em média, a taxa brasileira é de 300 presos para cada cem mil habitantes aproximadamente. Mato Grosso do Sul, a maior população prisional do país, em termos proporcionais, são 568,9 presos para cada cem mil habitantes.

Conforme o relatório, em Mato Grosso do Sul metade das pessoas presas aguardam julgamento ou foram condenadas por tráfico de drogas. Os delitos mais cometidos são tráfico (51,3%), roubo (22,5%), homicídio (14,1%) e latrocínio (3,1%). Os outros delitos somaram 17,5%.

Jornal Midiamax