Polícia

Após protestos, Cunha volta atrás e suspende vistoria de funcionários da Câmara

 sindicato classificou a medida como "incabível"

Diego Alves Publicado em 06/11/2015, às 23h49

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 sindicato classificou a medida como "incabível"

Após a formação de uma longa fila de servidores que tentavam acessar a Câmara dos Deputados na manhã desta sexta-feira (6), mas eram obrigados a passar por detectores de metal, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu no início da noite suspender as mudanças de segurança implantadas para acesso ao local.

O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e Tribunal de Contas da União (Sindilegis), que representa os trabalhadores da Câmara, havia divulgado nota de repúdio à medida anunciada por Cunha no dia após ele ser alvo de um protestono qual recebeu uma "chuva de dólares".

O sindicato classificou a medida como "incabível". "A direção da Câmara surpreende negativamente ao tomar nova decisão sem nenhum diálogo com a categoria e sem racionalidade administrativa", disse em nota.

Eduardo Cunha solicitou que a Diretoria-Geral e o Departamento de Polícia Legislativa (Depol) apresentem um plano de segurança, consolidado, com as propostas de ajustes, para avaliar a questão. Até que esse plano seja aprovado, servidores e credenciados (prestadores de serviço e imprensa) não precisarão passar pelos pórticos de segurança.

O plano de segurança será elaborado por um grupo de trabalho formado pela Diretoria-Geral, Depol, Departamento Técnico (Detec), Centro de Informática (Cenin) e Secretaria de Comunicação Social (Secom).

O grupo de trabalho foi criado nesta sexta-feira pelo diretor-geral da Câmara, Romulo Mesquita, para avaliar as alterações sugeridas e apresentar um plano de melhorias de gestão das portarias da Casa, buscando a agilidade e a segurança no acesso de todos à Câmara.

Jornal Midiamax