Polícia

Acusado de executar homem por rixa em ‘campinho’ é condenado a 13 anos

O crime aconteceu em 2013 na Capital

Gerciane Alves Publicado em 02/10/2015, às 19h20

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O crime aconteceu em 2013 na Capital

O júri popular realizado na manhã desta sexta-feira (2) na Capital condenou Breno Félix da Cruz, de 25 anos, a 13 anos de prisão. Breno é acusado de matar Rogério Santos Rocha com três tiros depois de uma partida de futebol em um campo localizado na Avenida Tamandaré, na Vila Marli.

Breno foi condenado por homicídio privilegiado, sem qualificadora, pois, segundo a defesa, o crime aconteceu depois de uma injusta provocação da vítima. De acordo com o advogado Marcos Ivan, mesmo condena há 13 anos o rapaz só cumprirá 1/6 da pena, que equivale a pouco mais de 2 anos de reclusão, em virtude ao crime não ser considerado hediondo.

A defesa tem até 5 dias para recorrer da sentença, mas segundo o advogado de Breno, isso será feito de imediato. “Acredito que a pena foi um pouco exacerbada, por isso vou entrar de imediato com uma apelação junto ao Tribunal de Justiça”, explica o advogado.

A sessão presidida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos durou aproximadamente 5 horas e não contou com a presença de nenhuma testemunha. De acordo com a defesa, em casos como este, as testemunhas são referencias e não possuem peso de ordem processual.

O caso

O crime aconteceu no dia 4 de agosto de 2013, quando Breno e Rogério se encontraram no campo conhecido como Poeirão, na Vila Marli. Para a equipe de reportagem do Jornal Midiamax, Breno contou que a briga entre a família dele e de Rogério é antiga e que, em 2006, perdeu o irmão, também vítima de homicídio, por causa da rixa entre as famílias.

Breno não foi preso em flagrante e aguardou o julgamento em liberdade, se escondendo na casa de um parente em Rio Negro. De acordo com a defesa, Breno alegou que não se entregou na época, porque em janeiro de 2013 foi vítima de um disparo de arma de fogo que o atingiu na boca. Ele afirma que iniciou tratamento no Hospital Universitário e que tinha medo de ser preso e não poder concluir o tratamento.

(Com a supervisão de Geisy Garnes)

Jornal Midiamax