Polícia

Policiais federais de MS fazem “algemaço” e exigem reestruturação salarial

Quarenta policiais federais realizaram nesta sexta-feira (7) “algemaço” em frente do prédio da Superintendência Federal, em Campo Grande. O protesto é o primeiro ato público do Sindicato da Polícia Federal de MS (Sinpef/MS) contra o governo federal. A classe reivindica reestruturação salarial e de cargos e carreira. Segundo Jorge Caldas, presidente do sindicato, a principal […]

Arquivo Publicado em 07/02/2014, às 13h12

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Quarenta policiais federais realizaram nesta sexta-feira (7) “algemaço” em frente do prédio da Superintendência Federal, em Campo Grande. O protesto é o primeiro ato público do Sindicato da Polícia Federal de MS (Sinpef/MS) contra o governo federal. A classe reivindica reestruturação salarial e de cargos e carreira.


Segundo Jorge Caldas, presidente do sindicato, a principal luta é para receber subsídios de nível superior, já que recebem atualmente salário de nível médio. De acordo com Caldas, a lei 9.296, sancionada em 1996, definiu que os concursos da Polícia Federal seriam de nível superior. Entretanto, até hoje não foi feito o reajuste salarial.


A cobrança também é por reconhecimento das atribuições exercidas pelos agentes federais, escrivães e papiloscopistas. “Pedindo o apoio da sociedade, cobramos a solução dos diversos problemas que estamos passando”, disse. Policiais federais estariam abandonando o cargo por estarem desmotivados com as más condições de trabalho e salário baixo.


Próximo ato


Segundo o presidente do Sinpef, na terça-feira, 11, ocorrerá paralisação em frente do prédio da Superintendência, de 24 horas. Além disso, nos próximos meses devem acontecer paralisações maiores. Serão mantidos 30% do efetivo, para os serviços essenciais e para “não prejudicar a sociedade”. 450 policiais federais fazem parte do Sinpef/MS.


“Não queremos deflagrar a greve, queremos que o governo federal atenda as nossas reivindicações. Caso a greve seja deflagrada, pode afetar a Copa do Mundo, pode acontecer uma ação terrorista”, declarou Caldas.




Jornal Midiamax