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Polícia vai ouvir diretor da Santa Casa em inquérito que apura morte de pacientes com câncer

A Polícia Civil vai ouvir na próxima quinta-feira (18), o diretor-técnico da Santa Casa de Campo Grande, Luiz Alberto Kanamura. De acordo com a delegada da 1ª Delegacia de Polícia Civil, Ana Cláudia Medina, o depoimento do médico faz parte do inquérito que apura a morte de Adolfo Coelho de Souza, de 82 anos, possivelmente, […]

Arquivo Publicado em 15/09/2014, às 20h46

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A Polícia Civil vai ouvir na próxima quinta-feira (18), o diretor-técnico da Santa Casa de Campo Grande, Luiz Alberto Kanamura. De acordo com a delegada da 1ª Delegacia de Polícia Civil, Ana Cláudia Medina, o depoimento do médico faz parte do inquérito que apura a morte de Adolfo Coelho de Souza, de 82 anos, possivelmente, por uma superdosagem de medicamentos. A polícia já apurou que foi aplicado no idoso, em duas horas, s medicação para cinco dias de tratamento. 


Conforme a delegada, o depoimento deve fornecer novas informações às investigações e outras pessoas devem ser chamadas para prestar depoimento. O médico Henrique Guesser Ascenço, um dos donos do Centro de Oncologia e Hematologia de MS, empresa contratada pela Santa Casa para o serviço de quimioterapia, e que também era o médico de Adolfo, também será convocado para uma oitiva.


Na última quarta-feira (10), a delegada ouviu a cuidadora Elza de Oliveira, de 55 anos. Ela acompanhava o idoso durante o tratamento de câncer e foi a primeira a desconfiar que pudesse haver erro no tratamento.


Após prestar depoimento, Elza reafirmou que notou algo errado no medicamento que estava sendo administrado e falou com as enfermeiras, mas foi informada que estava tudo dentro do esperado. Elza foi contratada para acompanhar o idoso por cinco dias, mas acabou ficando 16 dias com ele.


Já com relação aos inquéritos que apuram a morte de três pacientes do setor de quimioterapia e também as reações adversas que uma idosa que fazia o tratamento apresentou, a delegacia volta nessa semana a investigar o caso. O inquérito havia sido remetido ao Ministério Público, pois a polícia pediu a prorrogação do prazo de investigação e o procedimento voltou nesta semana para à autoridade policial.


De acordo com a delegada, serão chamadas para prestar depoimento as técnicas de enfermagem, médicos e pacientes. Também são aguardados laudos periciais feitos em Mato Grosso do Sul.

Jornal Midiamax