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Polícia prende suspeito de duas mortes de mulheres em GO

A Polícia Civil de Goiás comunicou nesta sexta-feira a prisão de um homem suspeito do assassinato de pelo menos duas mulheres em Goiânia. Os casos integram o rol de mortes que acontecem desde janeiro envolvendo suspeito, ou suspeitos, agindo com motos. Uma força-tarefa de mais de 100 policiais investiga desde a última segunda-feira 18 crimes […]

Arquivo Publicado em 09/08/2014, às 13h54

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A Polícia Civil de Goiás comunicou nesta sexta-feira a prisão de um homem suspeito do assassinato de pelo menos duas mulheres em Goiânia. Os casos integram o rol de mortes que acontecem desde janeiro envolvendo suspeito, ou suspeitos, agindo com motos.

Uma força-tarefa de mais de 100 policiais investiga desde a última segunda-feira 18 crimes com estas características, 15 são inquéritos de moças de 14 a 29 assassinadas em lugares públicos, alvejadas por tiros disparados por motoqueiro. Dentre as linhas de investigação, há a possibilidade de um assassino em série estar agindo na capital goiana.

Segundo o superintendente da Polícia Judiciária da Polícia Civil de Goiás, o delegado Deusny Aparecido Silva Filho, o suspeito – um rapaz de cerca de 1,8 m, moreno claro, cuja idade não foi revelada – foi preso ontem em sua residência, através de mandado de prisão temporária e também preventiva.

O homem já seria conhecido do meio policial, e tem diversas passagens, por roubo à mão armada e formação de quadrilha. “Ele está sendo investigado em dois fatos. Com ele nós apreendemos uma moto preta e vestimentas pretas”, detalhou o delegado, que disse que o suspeito nega participação nos crimes.

A apresentação do homem, porém, só acontecerá após o fim da investigação sobre seu envolvimento, pois existe possibilidade de ele ser excluído, caso não se confirme, por provas, a autoria dos crimes.

“Até a conclusão da investigação com referência a ele, para dizermos fielmente se é um autor ou não, nós não podemos apresentar nem foto, nem nome. Nós temos esta responsabilidade. Até agora nós o estamos tratando como investigado”, disse. Da mesma forma, e com o objetivo de não atrapalhar as investigações, detalhes do envolvimento do suspeito, e dos crimes investigados, não estão sendo divulgados.

O delegado Deusny disse que não pode revelar, também, se o suspeito que está preso foi responsável por outras mortes, e nem quais delas estão sendo imputadas a ele. Revelou, no entanto, que há outros suspeitos e outros mandados de prisão expedidos . “Há outros suspeitos sendo investigados”, disse, assegurando que a investigação sobre as mortes das mulheres está “tramitando em passos largos”.

Deusny Aparecido disse também que um dos 18 crimes que estavam sendo investigados, uma suposta tentativa de homicídio contra uma mulher, foi descartada hoje. “Ela sequer existiu, foi apenas fruto da mentalidade de uma pessoa. Isso caiu em rede, em boataria. E a Polícia Civil trabalhou bastante neste caso, com perda de tempo e de dinheiro”, reclamou.

Durante entrevista concedida em evento administrativo no Palácio Pedro Ludovico, sede administrativa do governo, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), procurou tranquilizar a população, que está assustada com a onda de crimes contra as mulheres, e garantiu uma solução rápida para os casos.

“Nós vamos apresentar os criminosos todos, ou quase todos, que estão envolvidos com estes crimes”, disse. “A nossa polícia sempre foi uma das melhores do Brasil na elucidação de crimes e eu quero tranquilizar a população: nos próximos dias, o Secretário de Segurança Pública, e o delegado-geral da Polícia Civil com certeza levarão a população a identificação e a prisão destes bandidos”, afirmou.

Hoje, o governador assinou contrato de implantação do Programa Goiás Biométrico, que usará a tecnologia em processos de identificação através da biometria para digitalizar dados civis e criminais dos cidadãos que vivem em Goiás.

O contrato foi assinado pelo governador Marconi Perillo, o presidente da OKI Brasil, Yoshiyuki Nakano, o diretor presidente da Biológica Sistemas S.A., Wilton Ruas da Silva, e o diretor do Instituto Nacional de Identificação do Ministério da Justiça, Brasílio Caldeira.

Jornal Midiamax