Polícia

Polícia descobre que pedreiro também manteve outras famílias em cárcere

O pedreiro Ângelo da Guarda Borges, de 58 anos, preso em Campo Grande por manter mulher e quatro filhos em cárcere privado também manteve outras duas famílias na mesma situação. Uma por cinco e outra por seis anos. Filha do primeiro casamento reconheceu o pai em matérias na imprensa e contou à polícia que sua […]

Arquivo Publicado em 03/01/2014, às 17h52

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O pedreiro Ângelo da Guarda Borges, de 58 anos, preso em Campo Grande por manter mulher e quatro filhos em cárcere privado também manteve outras duas famílias na mesma situação. Uma por cinco e outra por seis anos.

Filha do primeiro casamento reconheceu o pai em matérias na imprensa e contou à polícia que sua família também foi vítima. Ela mora no Paraná e veio a Mato Grosso do Sul delatar Ângelo, que ainda teve outro filho e hoje mora em Goiânia, maltratava-os.

“Ela ficou sabendo a história pela TV e o rapaz localizamos em investigação posteriores. Os dois relatam que o pai agiu da mesma forma, sempre violento e agressivo. Manteve a família presa por cinco anos”, afirmou a delegada Rosely Aparecida Molina, responsável pelas investigações.

Segundo a delegada, a primeira mulher de Ângelo não suportou viver com ele e o abandonou. “Após isto ele se casou novamente e manteve a nova mulher no mesmo sistema de cárcere por mais seis anos. Da mesma forma ela se desvinculou dele e Ângelo se casou com a última mulher”, disse Molina.

Na terceira vez que manteve a família em cárcere, por 22 anos, Ângelo foi preso. Ele permanece em celas do 4° DP e responderá por lesão corporal dolosa, ameaça sequestro e cárcere privado.

Apesar dos novos fatos, o pedreiro não terá a pena aumentada, visto que os crimes anteriores já prescreveram, segundo a delegada. Só pelo sequestro e cárcere ele já pode responder a até oito anos de prisão.

A última mulher e os filhos estão na Casa Abrigo e devem permanecer no local por um total de 90 dias, como prevê a lei. Familiares já se propuseram a ajudá-los assim que saírem dos cuidados do Estado, segundo a Polícia Civil.

Jornal Midiamax