Polícia

Mãe de policial morto em confronto faz abaixo-assinado para conseguir pensão do filho

A mãe do policial militar morto no dia 14 de novembro de 2013, Corina de Souza Gomes, de 57 anos, faz abaixo-assinado para alterar o Estatuto dos Policiais Militares do Estado e ter direito a receber pensão. Luiz Pedro de Souza, de 33 anos, era solteiro e morreu em um confronto entre policiais da Força […]

Arquivo Publicado em 07/03/2014, às 14h24

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A mãe do policial militar morto no dia 14 de novembro de 2013, Corina de Souza Gomes, de 57 anos, faz abaixo-assinado para alterar o Estatuto dos Policiais Militares do Estado e ter direito a receber pensão.

Luiz Pedro de Souza, de 33 anos, era solteiro e morreu em um confronto entre policiais da Força Nacional de Segurança e moradores do Distrito de Rio Pardo, em Rondônia. No dia 15 do mês passado familiares e amigos do policial fizeram uma passeata pelas ruas do centro da Capital para colher assinaturas e ajudar a mãe.

De acordo com a mãe, ela precisa colher 100 mil assinaturas para exigir a mudança da lei complementar 053/1990, do artigo 47. Corina Gomes atualmente tem duas mil assinaturas e pede para a população ajudá-la a alcançar o número necessário.

Segundo a mãe, o filho era policial militar há 10 anos e morreu sem constituir família e a lei a impede de receber o benefício. “O dinheiro não vai trazer meu filho de volta, mas vai me ajudar com minhas necessidades. E a mudança na lei também ajudará no futuro outras mães que tiverem seus filhos mortos em combate”, explica  Corina.

O artigo especifica as regras para pensão de dependentes, em caso de morte do militar. De acordo com o texto, a mãe da vítima só poderia receber o benefício se fosse viúva. Mas a mãe e funcionária pública Corina de Souza Gomes, de 57 anos, não é viúva.

O marido a abandonou quando os filhos ainda eram pequenos. Ela é mãe de quatro filhos e alega querer receber a pensão do filho porque ele era divorciado e não tinha filhos.

Na época da morte de Luiz Pedro, ele estava estudando para ser cabo. Com a morte, o policial sobe automaticamente duas patentes. O PM foi enterrado como 2° sargento.
Na manhã de sexta-feira (7), durante a formatura de sargentos da PM, a mãe conseguiu que o governador André Puccinelli assinasse o abaixo-assinado. “Com a assinatura dele meu abaixo-assinado vai ter mais peso”, alega.

Jornal Midiamax