Polícia

Justiça aceita pedido de liberdade provisória de PM que matou ex da namorada na Capital

O soldado da Polícia Militar Geison Martins Soares, 34 anos, que matou com dois tiros o motorista Eliandro Ayala Antunes, ex-companheiro da namorada do policial, teve o pedido de liberdade provisória deferido pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O crime aconteceu na noite da […]

Arquivo Publicado em 12/02/2014, às 21h23

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O soldado da Polícia Militar Geison Martins Soares, 34 anos, que matou com dois tiros o motorista Eliandro Ayala Antunes, ex-companheiro da namorada do policial, teve o pedido de liberdade provisória deferido pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O crime aconteceu na noite da segunda-feira (10) e a decisão é desta quarta-feira (12).


Na decisão, o magistrado observa que o policial tem residência certa e emprego fixo como Policial Militar, não há indícios de que ele seja uma pessoa agressiva ou possa vir a agredir ou ameaçar os moradores, familiares ou ainda que haja risco de fuga. O juiz ainda ressalta que os disparos foram feitos após a vítima ter invadido a residência de sua namorada Brunelly (ex-namorada da vítima), proferindo ameaças e empunhando arma de fogo (que depois descobriu-se ser um simulacro).


“Ante o exposto, defiro a liberdade provisória, sem fiança, em favor de Geison Martins Soares. Cientifique-se, mediante termo de liberdade provisória, das condições contidas nos arts. 327 e 328 do mesmo CPP e expeça-se o alvará de soltura clausulado. Dê-se ciência ao Ministério Público Estadual. Oficie-se à autoridade policial, encaminhando-lhe cópia desta decisão.”.


Ameaça– O motorista Eliandro Ayala Antunes, 32 anos, invadiu a casa da ex-mulher no bairro Guanandi e fez ameaças, utilizando um simulacro de arma de fogo. O militar, atual namorado da jovem, acabou atingindo Antunes com dois tiros.


Conforme a Polícia Militar, após desarmar o agressor é que o soldado percebeu que a arma era um simulacro de pistola.  O Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) foi acionado, mas o motorista não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O soldado prestou depoimento na Delegacia de Polícia Civil e foi encaminhado ao Presídio Militar Estadual.

Jornal Midiamax