Um pedreiro de 54 anos foi preso na tarde deste domingo em Bauru, no interior de São Paulo, suspeito de abusar sexualmente das duas filhas, uma adolescente de 14 anos e outra, deficiente, de 15. Por conta de uma doença congênita, a adolescente tem dificuldades motoras, para andar e se mexer. Foi a menina mais nova quem acionou a Polícia Militar depois de sofrer mais um abuso.

Quando os PMs chegaram à casa da família, no Jardim Godói, a jovem relatou que o pai acaricia o corpo dela desde que ela tinha 8 anos. Quando ficou mais velha, ele começou a manter conjunção carnal e praticar sexo oral com ela. Com medo e com a promessa de ganharia um celular, ela não denunciou a violência sofrida.

De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito se aproveitava da ausência da esposa para violentar das filhas. A adolescente de 15 anos relatou que os abusos eram constantes e que a última relação sexual com o pai ocorreu no último dia 21. Questionada, a mãe das jovens, de 48 anos, afirmou que não sabia da violência sexual praticada pelo marido.

Ao ser detido, o suspeito confessou o crime e relatou aos PMs que sempre prometia dinheiro às filhas em troca do silêncio e ainda as ameaçava. Ele também disse que em relação à filha mais velha o abuso “era mais fácil”, em razão da deficiência motora que ela possui.

A ocorrência foi registrada como estupro na Central de Polícia Judiciária de Bauru, onde as vítimas e o suspeito prestaram depoimento. O delegado plantonista Rogério Dantas M. Silva pediu a prisão temporária de 30 dias do suspeito, que foi concedida pela Justiça. O pedreiro será encaminhado à cadeia de Barra Bonita (SP), única da região que recebe suspeitos de crimes sexuais.