Polícia

Executiva Nacional defende Chocolate, que fica no PP e agora pensa até em ser deputado

Waldecy Chocolate tem grandes chances de concorrer ao cargo de deputado estadual em outubro pelo PP. Depois de ser expulso da legenda por infidelidade, o vereador se mantém no partido por uma liminar e recebeu em Brasília-DF a certeza que a Executiva Nacional dos Progressistas irá boicotar qualquer processo de afastá-lo. “A decisão final, como […]

Arquivo Publicado em 13/02/2014, às 18h20

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Waldecy Chocolate tem grandes chances de concorrer ao cargo de deputado estadual em outubro pelo PP. Depois de ser expulso da legenda por infidelidade, o vereador se mantém no partido por uma liminar e recebeu em Brasília-DF a certeza que a Executiva Nacional dos Progressistas irá boicotar qualquer processo de afastá-lo.

“A decisão final, como em qualquer partido, é de nível nacional, e o presidente do PP me garantiu que não é interesse deles que eu saia. Pelo contrário, a legenda pretende ampliar o quadro, ter mais vereadores, deputados e prefeitos, por isso desagregar não é o objetivo. Eles tem acompanhado a realidade de Campo Grande com preocupação, até por ser diferente das outras prefeituras do PP”, diz.

Chocolate foi eleito em 2012 para o cargo com 2.508 votos, sendo o vereador com menor número de votos no acesso à Câmara. Considerado um dos homens fortes de Alcides Bernal (PP) nos primeiros meses de gestão, ele teve o seu nome cotado para a Secretaria de Governo, pasta depois ocupado por Pedro Chaves.

Na Casa de Leis fez parte da base do prefeito até um desentendimento no mês de outubro, que resultou na exoneração de sua esposa, funcionária comissionada da Prefeitura. Na briga o vereador ocupou a tribuna em um discurso que escancarou um perfil retaliador de Bernal, confirmado depois da votação para a abertura da Comissão Processante.

Chocolate votou a favor da abertura das investigações de possíveis irregularidades na administração municipal. O posicionamento foi crucial para em janeiro de 2013 uma comissão provisória de ética do PP, que tem como presidente regional o prefeito de Campo Grande, pedir a saída do vereador da legenda.

“Nosso partido não possui um diretório representado de forma democrática. Por isso atua com uma formação provisória, inclusive na Comissão de Ética que promove processos de exclusão de membros. Não fui infiel, pois votei pela abertura até para ajudar o prefeito, que passava por questionamentos. Estou aberto para conversar com ele e com um entendimento fazer parte da base. Depois desse encontro em Brasília-DF fico no PP, com a possibilidade até de concorrer nas eleições para deputado”, ressaltou Chocolate que viajou para Brasília a convite do senador Ciro Nogueira (PI), presidente dos progressistas.

Jornal Midiamax