Polícia

Enforcamento eleva para 6 o número de presos mortos em Pedrinhas

A Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (SEJAP) do Maranhão informou neste domingo que encontrou o corpo de um preso com sinais de estrangulamento no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, o que aumenta para seis o número de detentos mortos nessa prisão em 2014. O corpo de Pedro Martins Viega, de 31 anos […]

Arquivo Publicado em 02/03/2014, às 16h43

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A Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (SEJAP) do Maranhão informou neste domingo que encontrou o corpo de um preso com sinais de estrangulamento no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, o que aumenta para seis o número de detentos mortos nessa prisão em 2014.


O corpo de Pedro Martins Viega, de 31 anos e que cumpria uma condenação por tráfico de drogas, foi encontrado no sábado em uma cela de Pedrinhas, prisão na qual aconteceram 59 assassinatos em 2013, segundo a SEJAP.


De acordo com as autoridades carcerárias maranhenses, os indícios permitem dizer que o preso foi estrangulado dentro da cela.


Segundo estatísticas do Conselho Nacional de Justiça, desde o início deste ano aconteceram seis assassinatos de presidiários nas diferentes unidades que compõem o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.


Dos 59 internos assassinados no ano passado, nove morreram em uma rebelião em dezembro. Desde então a segurança no presídio foi reforçada por membros da Polícia Militar do Maranhão e da Força Nacional de Segurança Pública, cuja atuação em um centro carcerário foi autorizada pelo Ministério da Justiça.


A maioria das mortes foi atribuída a uma guerra entre duas gangues rivais de presos que atuam em Pedrinhas, um complexo com capacidade para 1.770 reclusos, mas que até o mês passado abrigava 2.196.


As autoridades do Maranhão determinaram em janeiro transferência a presídios de segurança máxima em outras cidades de nove presos que estavam em Pedrinhas e que eram apontados como os líderes das organizações em disputa.


Também em janeiro, uma comissão legislativa de Direitos Humanos denunciou que familiares de alguns internos eram obrigados a ter relações sexuais com os líderes das gangues rivais durante os dias de visitas.


A rivalidade entre as organizações criminosas extrapolou o presídio no início do ano e chegou às ruas de São Luís na forma de ataques a delegacias e ônibus públicos que causaram a morte de uma menina de seis anos.

Jornal Midiamax