Polícia

Delegada responde à família de tratorista desaparecido e afirma que polícia está no caso

A delegada titular de Bela Vista, a 324 quilômetros de Campo Grande, Kellen Baltha Leitão, responde às acusações da família do tratorista Jorge de Ávila, de 35 anos, que está desaparecido desde o dia 29 de dezembro de 2013. Segundo a delegada a polícia civil está no caso e já ouviu mais de 11 testemunhas […]

Arquivo Publicado em 25/02/2014, às 16h59

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A delegada titular de Bela Vista, a 324 quilômetros de Campo Grande, Kellen Baltha Leitão, responde às acusações da família do tratorista Jorge de Ávila, de 35 anos, que está desaparecido desde o dia 29 de dezembro de 2013. Segundo a delegada a polícia civil está no caso e já ouviu mais de 11 testemunhas sobre o desaparecimento.

Jorge, que tomava conta de uma chácara no Assentamento Caracol, em Bela Vista, foi visto pela última vez no Bar do Gilsão. Desde então ele e sua moto não foram mais encontrados. A família de Jorge reclama de “corpo mole” da Polícia Civil de Bela Vista, que investiga o caso.

“Ele desapareceu no dia 29 de dezembro e família registrou o sumiço no dia 6 de janeiro. A irmã dele só apareceu para falar com a polícia no dia 11. E mesmo assim nós investigamos o caso. Eu já ouvi 11 pessoas e fiz buscas pelo tratorista durante mais de cinco dias”, explica a delegada.

Kellen ainda fala que no dia 16 de janeiro uma equipe com quatro policiais foi até o Assentamento Caracol e conversaram com testemunhas que também foram intimadas e ouvidas. “Os investigadores me entregaram o relatório no mesmo dia. A princípio não tem indício de crime, nenhum sinal de violência, arrombamento, marca de tiro, rastro de sangue ou qualquer coisa. Então eles não podem nos acusar de não fazer nosso serviço”, fala.

Em relação à fala do cunhado de Jorge, Eduardo Baliero, de 36 anos, de que a família tem suspeitas de desafetos do tratorista, a delegada pede para o homem ir até a delegacia e se apresentar.

“Ele tem a obrigação de ir à delegacia e dizer quem é esse desafeto, se ele sabe que é. Ele é parente e é obrigação dele. Se ele não vem aqui nós vamos mandar uma intimação. De que adianta ele ter essa informação e não passar para a polícia?”, questiona.

Em relação à acusação da família de a polícia estar fazendo “corpo mole” a delegada afirma. “Tudo foi relatado ao delegado regional de Jardim, que vai tomar providências sobre a acusação de ‘corpo mole’ da Polícia Civil”.

Jornal Midiamax