Polícia

Advogado que atropelou e matou ciclista no Miguel Couto se apresenta à Polícia Civil

Ciliomar Marques Filho, de 27 anos, alegou em depoimento que, fugiu do local do atropelamento porque estava "transtornado e precisa pensar um pouco"

Arquivo Publicado em 18/03/2014, às 14h36

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Ciliomar Marques Filho, de 27 anos, alegou em depoimento que, fugiu do local do atropelamento porque estava “transtornado e precisa pensar um pouco”

O advogado Ciliomar Maques Filho, de 27 anos, que se envolveu em um acidente com morte em uma das alças da Rua Ceará com a Avenida Afonso Pena, no bairro Miguel Couto, em Campo Grande, se apresentou na manhã de hoje na 3ª Delegacia da Polícia Civil, no bairro Carandá Bosque – região norte. Ele estava acompanhado de advogado. 

De acordo com o titular da unidade, Dmitri Erik Palermo, o suspeito de ter cometido o atropelamento disse que estava abalado no momento do acidente. “Ele falou que estava em baixa velocidade e que não havia ingerido bebida alcoólica no momento do atropelamento, além disso, saiu do local porque estava transtornado com a colisão”, comenta. 
O advogado contou que após ser abordado por Thiago, uma testemunha que perseguiu o veículo e fez sinal de luz alta para que ele parasse, foi que ele tomou consciência do ocorrido. “Ele disse que até pensou em voltar, mas como estava ouvindo que as viaturas que já estavam a caminho, saiu do local para ‘pensar um pouco’”. 
Sobre as garrafas vazias encontradas no carro, Ciliomar, que já foi membro da Comissão da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul), disse que são cascos retornáveis e que fazia algum tempo que estavam dentro do veículo. 
Logo após o acidente, o advogado deixou o carro na garagem da própria casa, no bairro Morumbi, e sumiu do local. Por causa da placa, anotada por testemunhas, os policiais apreenderam o Peugeot 307, de cor champanhe, placas NRJ-0998, de Campo Grande (MS), e no dia do crime tentaram localizar Ciliomar, mas sem sucesso. 
Sobre este fato, o advogado se limitou a dizer que estava ‘transtornado com toda a situação e precisa de um tempo para pensar”, comparecendo na delegacia três dias após o crime. Uma vez que a prisão em flagrante não dura 24 horas e sim, enquanto durarem as buscas, conforme consta 302 do CPP (Código de Processo Penal).
Entenda o caso 
O acidente aconteceu na noite de sábado (15), por volta das 22h40min, na alça do Rua Ceará com a Avenida Afonso Pena, no sentido sul/norte, no bairro Miguel Couto, na Capital. O Peugeot 307 atropelou o ciclista Alisson Cristian Valter Bueno, de 16 anos, que morreu no local, por conta do impacto. Ele teve traumatismo craniano. 
Uma testemunha, apenas identificada como Thiago, que passava pelo local e presenciou o acidente, viu quando o motorista não prestou socorro e fugiu. O rapaz seguiu o Peugeot até a altura do Nova Cap, dando luz alta. 
Questionada pela testemunha sobre o acidente, o motorista disse que viu o que tinha feito, mas que, “não poderia fazer nada, e que tinha que fugir do flagrante, pois era advogado”. Além disso, ele admitiu que havia ingerido bebida alcoólica. 
A testemunha e os amigos dela, que estavam no mesmo carro, foram quem acionaram o Corpo de Bombeiros pelo 193 do Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) e informou sobre o acidente.
Jornal Midiamax