Polícia

Presos de Dourados produzem 4 mil pães por dia

Inaugurada há cerca de três meses, a padaria da Penitenciária Harry Amorim Costa, em Dourados, já está produzindo uma média de 4 mil pães por dia. Além do estabelecimento penal, a produção abastece o semiaberto masculino e unidades educacionais de internação (Uneis) da cidade. Parte dos equipamentos do local foi adquirida por meio do projeto […]

Arquivo Publicado em 04/12/2013, às 23h44

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Inaugurada há cerca de três meses, a padaria da Penitenciária Harry Amorim Costa, em Dourados, já está produzindo uma média de 4 mil pães por dia. Além do estabelecimento penal, a produção abastece o semiaberto masculino e unidades educacionais de internação (Uneis) da cidade.

Parte dos equipamentos do local foi adquirida por meio do projeto “Padaria Escola”, desenvolvido pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), em convênio com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O restante foi comprado com recursos próprios do presídio.

A padaria funciona diariamente durante 16 horas, com dez reeducandos trabalhando, divididos em dois grupos que se revezam. A produção é variada, são feitos pães franceses, doces, de hambúrguer, de forma etc. O espaço serve também como oficina de capacitação para os internos, já que constantemente cursos de qualificação na área são oferecidos.

Paulo Henrique de Souza, 48 anos, é um dos custodiados que trabalham como padeiro. Ele conta que a profissão de padeiro está trazendo novas perspectivas para a sua vida. “Eu fiz um curso de padeiro e aprendi esse trabalho que eu estou gostando muito. Sempre trabalhei como capataz de fazenda, mas agora poderei trabalhar com isso, é mais uma opção para mim”, diz, revelando que na penitenciária também conseguiu retomar os estudos e hoje cursa a 4ª série.

Fábio França, 25 anos, é outro integrante da equipe. Para o detento, que já trabalhou como padeiro quando estava em liberdade, a oportunidade de atuar na padaria da unidade prisional é muito importante, pois ajuda a ter uma ocupação produtiva. “E eu estou aperfeiçoando meu conhecimento para, quando sair, poder voltar a trabalhar na área”, comenta.

De acordo com o diretor da penitenciária, Joel Rodrigues, atualmente 279 internos trabalham no estabelecimento penal. Além da padaria, existem oficinas de costura, reforma de móveis, manufatura de crinas, barbearia, estofamento, entre outros serviços. Cada três dias de serviços prestados pelos reeducandos garantem a eles desconto de um dia no total da pena imposta. No caso do trabalho em oficinas instaladas por meio de parcerias com empresas, também é oferecida remuneração.

Jornal Midiamax