Polícia

Preso por corrupção diz ter marcado reunião com secretário de Haddad

O secretário de governo da gestão Fernando Haddad (PT), Antonio Donato, foi citado em escutas telefônicas por um homem suspeito de liderar um esquema de corrupção na Secretaria Municipal de Finanças da cidade de São Paulo. Na semana passada, Ronilson Bezerra Rodrigues, Eduardo Horle Barcellos, Luis Alexandre Cardoso Magalhães e Carlos Augusto di Lallo Leite […]

Arquivo Publicado em 03/11/2013, às 12h36

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O secretário de governo da gestão Fernando Haddad (PT), Antonio Donato, foi citado em escutas telefônicas por um homem suspeito de liderar um esquema de corrupção na Secretaria Municipal de Finanças da cidade de São Paulo.

Na semana passada, Ronilson Bezerra Rodrigues, Eduardo Horle Barcellos, Luis Alexandre Cardoso Magalhães e Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral foram presos sob acusação de comandarem uma fraude de R$ 500 milhões na arrecadação de impostos municipais.

De acordo com o jornal, a transcrição de ligações interceptadas mostra que Rodrigues, ex-subsecretário da Receita da secretaria de Finanças de Sâo Paulo, procurou Donato e o vereador Paulo Fiorilo (PT) para uma reunião em meio à investigação sobre o esquema de arrecadação de propina estabelecido durante a gestão Gilberto Kassad (PSD).

Em uma gravação do dia 16 de julho deste ano, Rodrigues afirma que ele é outros três suspeitos haviam sido “chamados”, mas salienta que estava bem e que tinha um encontro marcado com Donato e Fiorilo.

Ao Estadão, Fiorilo, presidente da CPI dos Transportes da cidade, disse que foi procurado pelo chefe do esquema na Câmara dos Vereadores e teria dito ao homem que não tinha como ajudá-lo.

Em nota, Donato admitiu que conheceu Rodrigues quando era vereador e que o indicou para um cargo na São Paulo Transportes (SPTrans) antes da abertura das investigações. No entanto, segundo o Estadão, a Prefeitura recebeu a denúncia sobre o esquema de corrupção e Donato, que chefiou a equipe de transição de Haddad, teria recebido cópia das acusações. Ele também negou qualquer contato com os outros suspeitos.

Jornal Midiamax