Polícia

Policiais da DAIJI tentam identificar mãe de bebê abandonado em Corumbá

Está sob avaliação médica na pediatria do Hospital de Corumbá, o recém-nascido encontrado por moradores na tarde de quarta-feira (23), dentro de uma bolsa de bebê, em um terreno baldio no bairro Guaicurus, parte alta da cidade. De acordo com o Conselho Tutelar, o menino foi primeiro levado a maternidade, onde recebeu os primeiros cuidados […]

Arquivo Publicado em 24/01/2013, às 17h00

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Está sob avaliação médica na pediatria do Hospital de Corumbá, o recém-nascido encontrado por moradores na tarde de quarta-feira (23), dentro de uma bolsa de bebê, em um terreno baldio no bairro Guaicurus, parte alta da cidade. De acordo com o Conselho Tutelar, o menino foi primeiro levado a maternidade, onde recebeu os primeiros cuidados e em seguida, foi encaminhado à Unidade Infantil do Hospital. Ele vai passar por exames clínicos e depois deve ser encaminhado ao Abrigo Municipal, caso nenhum familiar seja identificado.



“Após a saída do hospital, o Conselho Tutelar irá comunicar ao juiz da 1ª Vara Cível, que deverá determinar as medidas necessárias para a guarda dessa criança. Outro procedimento é instaurar inquérito na Delegacia de Atendimento à Criança, Juventude e Idoso que conduzirá a investigação para ver se consegue encontrar algum familiar ou a mãe da criança. Ainda não podemos dizer precisamente qual será o futuro desse bebê que foi abandonado”, explicou a coordenadora do Conselho Tutelar de Corumbá, Cristiane Machado Piredda de Camargo.



“Vamos aguardar alguma mulher dar entrada em algum posto de saúde da cidade, ou alguém se manifestar, indicando pistas de quem possa ser a mãe, ou algum familiar se propor a se responsabilizar por essa criança. Se isso não ocorrer, o Juizado deverá decidir o que será feito, quais os procedimentos a serem tomados”, completou.



“Abandono de Incapaz”, assim foi registrado o boletim de ocorrência número 624/2013, no 1º Distrito Policial. Após o registro, a delegada titular da Delegacia de Atendimento à Criança Juventude e Idoso, Priscila Anuda Quarti Vieira, deu início às investigações.



“O caso foi registrado no plantão do 1º DP, posteriormente, foi encaminhado à DAIJI e já colocamos policiais nas ruas para dar início às investigações. Ouviremos as pessoas que moram na localidade, onde o bebê foi encontrado, para levantar pistas. É um caso difícil de investigar, pois a mãe teve a criança em casa e não há nada registrado, é um caso delicado e nada comum para nossa cidade”, enfatizou Priscila Vieira.



De acordo com a delegada, há a possibilidade de que essa mãe tenha agido num momento de alteração emocional, conhecida por estado puerperal.



“Apesar de ser um caso muito delicado, esperamos que essa mulher se apresente espontaneamente na Delegacia e explique-se, e venha assumir o ato, pois, há situações, em que a mulher se encontra em um estado de alteração emocional, conhecida como estado puerperal. Nesse momento, ela perde a noção do que faz, há estudos que comprovem isso, logo, ela poderia falar que deu à luz e diante disso, iremos ver um futuro para essa criança, localizando algum familiar, que poderá cuidar, e se isso não ocorra, ela poderá ir para um abrigo, esperando uma adoção. O importante é essa mãe se identificar para ver se há alguém que queria esse bebê. Isso garante que esse menor seja criado no seio da própria família”, explicou.



As investigações também deverão dar conta se a mãe agiu sozinha ou se recebeu a ajuda de terceiros. “Esse tipo de caso, de abandono, não é um caso comum na cidade. O último caso envolvendo recém-nascido foi em 2011, quando uma mulher tentou se apossar de uma criança na maternidade. A autora deu suporte durante a gravidez e quando a gestante deu entrada na maternidade, foi fornecido o documento da autora para que o atestado de nascido vivo, fosse entregue no nome dela. A mãe, nesse caso se arrependeu e denunciou o crime que seria cometido e essa foi a melhor atitude dessa mãe. Por isso, reforço, é essencial que essa mulher que abandonou o bebê se apresente, não precisa ter medo, só queremos o melhor para esse recém-nascido”, concluiu a delegada Priscila.


Jornal Midiamax