Polícia

Polícia de Rosário orienta atleticanos a chegar cedo e em grupos ao estádio

A preocupação com a segurança dos torcedores do Atlético-MG antes, durante e depois da partida contra o Newells Old Boys, nesta quarta-feira, às 21h50, é grande por parte da polícia da cidade argentina e se explica por um motivo específico. Considerada uma das torcidas mais violentas da região, o adversário atleticano conta com ‘barra bravas’ […]

Arquivo Publicado em 03/07/2013, às 18h52

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A preocupação com a segurança dos torcedores do Atlético-MG antes, durante e depois da partida contra o Newells Old Boys, nesta quarta-feira, às 21h50, é grande por parte da polícia da cidade argentina e se explica por um motivo específico. Considerada uma das torcidas mais violentas da região, o adversário atleticano conta com ‘barra bravas’ que trabalham dentro do Marcelo Bielsa e na área de estacionamento do estádio.


O UOL Esporte conversou com funcionários do estacionamento, que se apresentam como torcedores do Newell’s Old Boys. Eles fazem parte da torcida barra brava – um movimento de torcedores comum na Argentina e em vários outros países da América Latina. Por serem funcionários do Newells, esses torcedores têm livre acesso ao estádio.


Um desses funcionários, que é barra brava do Newell’s, não quis se identificar, mas confirmou que esse fato é normal não apenas em Rosário, mas em toda a Argentina. Segundo ele, outros estádios possuem torcedores de suas equipes trabalhando nas imediações.


Na noite de terça-feira, durante o treinamento do Atlético-MG, quando torcedores do time visitante iniciaram o canto do hino do clube, um funcionário do estádio, que se disse torcedor do Newell’s, interrompeu os atleticanos, justificando que não era o momento adequado. A torcida alvinegra atendeu ao pedido.


A polícia argentina orientou os torcedores atleticanos a como procederem na chegada ao Estádio Marcelo Bielsa. “Já soubemos que é preciso ter atenção, a polícia nos informou que devemos evitar ficar do lado de fora do estádio, chegar com antecedência e não andar sozinhos. O Newells tem uma torcida considerada violenta”, comentou Robson Souza, de 31 anos, que veio com um grupo de oito amigos. “Vamos tomar cuidados, mas a polícia nos garantiu que teremos segurança”, acrescentou.


No último sábado, após o término da final do Super Campeonato Argentino, em que o Newells perdeu para o Velez, por 1 a 0, torcedores do time de Rosário causaram tumulto em uma rua de Mendoza.


Nas ruas de Rosário, as pichações mostram o clima da partida e, principalmente, a fúria da torcida do Newells. Ao serem campeões do segundo turno do Argentino, barras bravas ‘grafitaram’ por toda a cidade.


Os torcedores atleticanos presentes em Rosário receberão uma escolta policial até o estádio. Lá, ficarão em uma espécie de ‘cercadinho’, protegida por alambrados e com uma rede de proteção na parte de cima, evitando assim que sejam arremessados objetos tanto na torcida visitante, quanto na local.


Pouco mais de 2 mil torcedores atleticanos estão em Rosário para acompanhar ao jogo no estádio. Na manhã desta quarta-feira, alguns grupos já “acordavam” a cidade com gritos de Galo durante caminhada pelas ruas. A euforia do torcedor do Atlético se mostra grande e a confiança na classificação para a final também.


Na terça-feira, o grupo de torcedores ganhou um reforço, com a chegada da Galoucura, principal torcida organizada do time mineiro, que embarcou de ônibus, de Belo Horizonte, na noite de domingo, enfrentando quase 48 horas de viagem. Muitos torcedores aproveitaram a madrugada em uma casal de show, localizada próximo ao hotel onde o Atlético está hospedado.

Jornal Midiamax