Polícia

Magalhães era conhecido por denunciar corruptos, até se fossem policiais

O delegado aposentado, Paulo Magalhães Araújo, 57 anos, assassinado na noite de ontem (25), foi lembrado durante o velório nesta manhã (26) no cemitério Parque das Palmeiras como um combatente da corrupção. Paulo denunciava atos corruptos até mesmo partindo de policiais. A delegada aposentada Dalva Gomes Sampaio, que foi titular da Delegacia de Homicídios e […]

Arquivo Publicado em 26/06/2013, às 12h55

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O delegado aposentado, Paulo Magalhães Araújo, 57 anos, assassinado na noite de ontem (25), foi lembrado durante o velório nesta manhã (26) no cemitério Parque das Palmeiras como um combatente da corrupção. Paulo denunciava atos corruptos até mesmo partindo de policiais.

A delegada aposentada Dalva Gomes Sampaio, que foi titular da Delegacia de Homicídios e chefe de Paulo quando assumiu como delegado adjunto, disse ao Midiamax que o ex-delegado fazia muitas denúncias no Conselho Nacional de Justiça e outros órgãos do Poder Judiciário.

“Ele investigava os corruptos tanto de fora quanto os de dentro da polícia. Isso chamou a atenção em desfavor dele. Ele era um exemplo para mim, mesmo eu sendo chefe e não havia nada que desabonasse a contra dele”, afirmou.

Quando a suposição de que o crime contra Magalhães estivesse algum envolvimento com o ex-sócio Eduardo Carvalho, fundador do site UH News assassinado em novembro do ano passado, Dalva acredita que os casos não se interligam.

“A sociedade deles foi há muito tempo atrás e eu não acho que tenham envolvimentos um crime com o outro, mas a polícia vai investigar”, afirmou a delegada aposentada. Para o advogado criminalista, Benedito de Paula, que foi um dos últimos a conversar com Magalhães antes de seu assassinato em frente a escola Feliz Idade, em Campo Grande, disse que o ex-delegado era considerado um idealista.

“Nós conversamos ontem pelo Facebook sobre a PEC 37 e outros assuntos pessoais. Ele parecia muito bem, mas infelizmente os bons vivem pouco e quem luta por justiça sempre incomoda”, concluiu o advogado que também substituía Magalhães, quando precisava, em aulas de Direito Penal que ministrava na Anhanguera/Unaes.

Jornal Midiamax