Polícia

Flanelinha preso escondia criança ferida por agressões

O flanelinha preso pela Polícia Civil de Dourados após agredir um bebê de cinco meses até a morte, escondia a criança ferida das autoridades, relatou o delegado do Serviço de Investigações Gerais (SIG), Adilson Sitiguivitis. Em contato com a reportagem nesta quarta-feira, o delegado afirmou que José F., 36 anos, conseguia se safar das acusações […]

Arquivo Publicado em 09/10/2013, às 14h00

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O flanelinha preso pela Polícia Civil de Dourados após agredir um bebê de cinco meses até a morte, escondia a criança ferida das autoridades, relatou o delegado do Serviço de Investigações Gerais (SIG), Adilson Sitiguivitis.


Em contato com a reportagem nesta quarta-feira, o delegado afirmou que José F., 36 anos, conseguia se safar das acusações de agressão, apresentando um dos filhos que tinha a mesma idade da vítima e sempre estava ileso.


“Vizinhos ouviam o choro da criança e o som das agressões e acionavam o Conselho Tutelar, porém, durante as visitas, ele [o flanelinha] dava um jeito de esconder a menina machucada e mostrava um filho da mesma idade, saudável, ludibriando as autoridades e dificultando o trabalho da polícia”, destacou Stiguivitis.


O inquérito sobre o crime foi concluído e o guardador de carros que trabalhava em frente ao shopping de Dourados e que está detido na Penitenciária Harry Amorim Costa (Phac), acabou denunciado junto ao Ministério Público por homicídio triplamente qualificado e tortura, com pena que pode variar de 12 a mais de 30 anos de reclusão. A mãe da criança, que sabia das agressões mas acobertava o caso, vai responder em liberdade por omissão de tortura.


“O crime foi qualificado por: motivo fútil, pois segundo as testemunhas ele disse que batia na criança só porque ela chorava; meio cruel, pois José dava socos, mordia e jogava a criança no chão, causando enorme sofrimento; e tortura, já que as agressões estavam acontecendo com certa frequência. A mãe sempre soube de tudo que acontecia, mas preferia não denunciar o autor, por isso também foi responsabilizada”, explicou.


O CASO


Em troca de um abrigo, a mãe do bebê e ex-moradora de rua, ajudava o agressor a ‘guardar’ os carros na região do shopping, no centro da cidade. Ela ficava na casa onde o homem vive com a esposa e filhos, e contribuía com uma parcela do dinheiro que arrecadava no trabalho. Sem ter para onde ir, aceitava as agressões que sofria, e em seguida, seu neném, suposto filho de um presidiário que está na Phac, também passou a ser alvo.


Na noite do último dia 29, o homem bateu na criança até que ela precisasse ser internada em estado grave. Funcionários do hospital onde ela foi socorrida se atentaram à situação e acionaram as autoridades. No dia seguinte, o homem foi detido e enquanto era interrogado, recebeu a informação da morte da menina.


MAIS ACUSAÇÕES


A sogra de José procurou a Delegacia da Mulher no últimos dias para denunciá-lo por estupro. Nos relatos, a mulher conta que ele abusava sexualmente de pelo menos três vítimas, sendo uma criança de seis anos e duas adolescentes, de 11 e 13 anos, todas cunhadas dele. Também há suspeita de que ele seja o paí da vítima que matou.


A delegada Rozeli Dolor Galego ouviu uma das adolescentes. Ela confirmou que vinha sendo molestada pelo cunhado. Segundo a menor, de 13 anos, o homem teria praticando atos libidinosos sempre que elas ficavam sozinhas com ele em casa, enquanto a mulher, a sogra e a mãe do bebê que morreu guardavam carros ao redor do shopping. O caso está sendo investigado.

Jornal Midiamax