Polícia

Entidades cobram pressa do Governo para definir reajuste salarial dos policiais em MS

A morosidade do Governo do Estado durante a negociação salarial deste ano já começa a gerar insatisfação entre os servidores militares de Mato Grosso do Sul. Desde a última audiência com representantes da SAD (Secretaria de Estado de Administração), no dia 7 deste mês, quando a última proposta de reajuste foi apresentada pelas entidades de […]

Arquivo Publicado em 26/03/2013, às 18h56

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A morosidade do Governo do Estado durante a negociação salarial deste ano já começa a gerar insatisfação entre os servidores militares de Mato Grosso do Sul. Desde a última audiência com representantes da SAD (Secretaria de Estado de Administração), no dia 7 deste mês, quando a última proposta de reajuste foi apresentada pelas entidades de classe, nenhum parecer foi dado pelo Executivo. Segundo integrantes da tropa, o governador André Puccinelli (PMDB) estaria “empurrando com a barriga” o processo de negociação.



Por conta desta demora, um ofício foi encaminhado diretamente ao governador nesta terça-feira (26). O objetivo é agilizar uma nova audiência com o chefe do Executivo. O documento é assinado pelos presidentes da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), ABSS (Associação Beneficente dos Subtenentes e Sargentos), ASSBM (Associação dos Subtenentes e Sargentos Bombeiro Militar) e APBM (Associação dos Praças Bombeiros Militares).



“As associações têm flexibilizado e querem negociar, mas o governo se mostra radical. Queremos essa nova audiência com urgência e, mesmo se ela ocorrer ou não, vamos nos reunir novamente na próxima semana para definir novas estratégias”, garante Edmar Soares da Silva, presidente da ACS.



Devido a mais uma negativa do Governo em implantar a verticalização nos salários, a categoria propôs a aplicação de uma política para que, até 2015, o soldado em início de carreira tenha um salário de R$ 4 mil. Até o momento, o Executivo ofereceu somente reajustes de 6%, 6,5% e 8%, entre 2013, 2014 e 2015, respectivamente, oferta já rechaçada pelas entidades.



Assembleia – A insatisfação na classe aumenta pelo fato de, após a negociação de 2012, Puccinelli ter se comprometido em aplicar a política salarial e se reunir com a categoria durante o ano. Ele, no entanto, quebrou o acordo e não se reuniu uma vez sequer com representantes dos servidores militares.



De acordo com o ofício, as várias tentativas de negociar no ano passado foram “infrutíferas” e a indefinição com relação a última proposta apresentada “tem ocasionado insatisfação aos militares estaduais, principalmente quando Vossa Excelência se utiliza da imprensa para dizer que o aumento será um pouco acima da inflação”.



Conforme Thiago Mônaco Marques, presidente da ABSS, “esses compromissos, assinados pelo próprio governador, não foram cumpridos”. “A nova reunião acontecerá no dia 5 de abril, na sede da ABSS, às 14h, com ou sem a audiência com o governador. A tropa também pode ficar preparada, pois uma assembleia pode ser convocada a qualquer momento”, garante.


Jornal Midiamax