Polícia

Polícia tem acesso a nomes e imagens de suspeitos de explodir cofre em Aral Moreira

Com fotos, filmagens e uma lista de suspeitos de arrombar um cofre do banco do Brasil em Aral Moreira, cidade distante a 402 quilômetros da Capital, é intenso o trabalho conjunto para identificar os autores do crime. O fato ocorreu na noite de quarta-feira (5) e desde então as polícias militar e civil fazem rondas […]

Arquivo Publicado em 07/12/2012, às 11h30

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Com fotos, filmagens e uma lista de suspeitos de arrombar um cofre do banco do Brasil em Aral Moreira, cidade distante a 402 quilômetros da Capital, é intenso o trabalho conjunto para identificar os autores do crime. O fato ocorreu na noite de quarta-feira (5) e desde então as polícias militar e civil fazem rondas na região.


A informação é da polícia local, que conta que teve contato com as autoridades paraguaias e lá eles repassaram nomes de pessoas já presas portando explosivos e outras que estariam soltos agindo na região. “Estamos fazendo o cruzamento dessas informações”, fala o policial.


De acordo com o comandante da PM, coronel Carlos Alberto David dos Santos, o policial militar tomado como refém já foi interrogado por ele, além da intensificação do policiamento preventivo na região.


“E também estamos mantendo contato com as autoridades do Paraguai”, diz ele, confirmando a suspeita de que o bando já estaria do outro lado da fronteira e poderia estar ligado a uma facção criminosa.


Em evento de homenagem à policiais do Cigcoe, no Comando Geral da PM, na manhã desta sexta-feira, o coronel David reiterou que não há indícios de participação de organizações criminosas. “Quem produziu este fato não tem naturalidade brasileira. É preciso entender que está havendo uma troca de comando do crime na fronteira e a situação foi gerada por este tipo de disputa. É briga por poder”.


O comandante explicou ainda que desde 2007 é feito o monitoramento de facções criminosas como o PCC no Estado e que um ofício foi encaminhado à Polícia Federal para que sejam iniciadas as negociações junto à policia paraguaia de forma a identificar os culpados pela ação.


Por parte da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), enviada ao local para investigar o crime, o delegado Márcio Shiro Obara afirma que o policiamento foi reforçado na região e o momento é de identificar os autores.


O banco do Brasil de Aral Moreira foi fechado por tempo indeterminado, tanto para reformas quanto para a finalização do trabalho de perícia no local.


(Editado às 12h21 para acréscimo de informações)

Jornal Midiamax