Polícia

Polícia posicionada para garantir fechamento do lixão em Campo Grande

Defensoria Pública anunciou que irá ingressar com uma ação civil pública para pedir indenização aos trabalhadores

Arquivo Publicado em 18/12/2012, às 12h44

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Defensoria Pública anunciou que irá ingressar com uma ação civil pública para pedir indenização aos trabalhadores

Teve início na manhã desta terça-feira (18), o fechamento do lixão de Campo Grande. Muitos manifestantes estão presentes no local e a várias equipes foram destacadas evitando conter possíveis protestos violentos.

De acordo com o major Adilson Macedo – Comandante da Operação Segurança Preventiva, estão presentes 45 homens da Força Policial, 10 guardas municipais, uma equipe da cavalaria e policiais do Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e de Operações Especiais) do 1º, 9º e 10º Batalhão.

A Defensora Pública Olga Lemos Cardoso informou que na última quinta-feira (13), a Defensoria entrou com Ação Civil Pública para que os trabalhadores fossem indenizados. Ela explicou que a ação definirá quem deverá pagar pelo prejuízo dos catadores – a Prefeitura ou a empresa responsável pela coleta. Além disso, a defensora considera o fechamento do local arbitrário, pois a Unidade de Tratamento de Resíduos ainda não está finalizada.

“O lixão é deles, não é nosso e nunca foi. A sociedade nunca deu importância para estas pessoas, por isso solicitamos uma indenização de R$ 140 para cada trabalhador, por cada dia que deixou de trabalhar.”, explicou.

A defensora orientou também que os catadores fossem até o local e assinassem uma lista de presença para que comprovem cada dia que deixaram de trabalhar. “Iremos denunciar ao judiciário o que for possível fazer. Toda manhã nos reuniremos aqui.”.

A líder dos catadores Edna chaves, de 44 anos, conta que trabalha há oito anos no local. “Não somos bandidos só queremos trabalhar e nosso manifesto e de forma pacífica por nossos direitos.”.

João Ramos da Silva (56) disse que vive da reciclagem há 19 anos. “Sem isso a gente não vive. Agora não tem o que fazer. Ficar desempregado justo nessa época de Natal é muito triste.”, lamenta.

Segundo a assessoria da Prefeitura de Campo Grande, o prefeito Nelson Trad Filho não estará presente na cerimônia de fechamento do lixão.

Jornal Midiamax