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Polícia nega ligação entre atentado a ex-motorista de Bruno e caso Eliza

Durante coletiva no Departamento de Investigações, no bairro São Cristóvão, em Belo Horizonte (MG), na tarde desta terça-feira, o delegado Wagner Pinto descartou qualquer relação do atentado contra o ex-motorista do goleiro Bruno Cleiton da Silva Gonçalves, o Cleitão, com o caso de Eliza Samudio. Cleiton foi atingido por dois tiros na tarde de domingo, […]

Arquivo Publicado em 28/08/2012, às 21h42

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Durante coletiva no Departamento de Investigações, no bairro São Cristóvão, em Belo Horizonte (MG), na tarde desta terça-feira, o delegado Wagner Pinto descartou qualquer relação do atentado contra o ex-motorista do goleiro Bruno Cleiton da Silva Gonçalves, o Cleitão, com o caso de Eliza Samudio. Cleiton foi atingido por dois tiros na tarde de domingo, quando estava em um bar no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. O bairro é o mesmo onde Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e outros acusados do sumiço da estudante cresceram.

O delegado relaciona o atentado ao descontentamento de dois parceiros de Cleitão a respeito do desfecho de um assassinato, em uma churrascaria da capital mineira. Em março deste ano, Cleitão foi preso pelo suposto envolvimento na morte de um homem, às margens da BR-040, no bairro Liberdade. Elvis Camargo foi executado a tiros e o crime flagrado pelas câmeras de segurança da churrascaria. O motivo, segundo a polícia, seria a disputa pelo tráfico de drogas na região. Cleiton foi apontado como mandante do crime, mas foi solto sem levar consigo nenhuma denúncia no Ministério Público (MP).

Ainda segundo o delegado Wagner Pinto, o autor dos disparos foi identificado pelo próprio Cleiton, mas ainda não foi encontrado.

Cleitão era uma das pessoas que estavam no jipe de Bruno quando o carro foi apreendido, no dia 8 de junho de 2010, dois dias antes do desaparecimento de Eliza. Segundo a polícia, nesta data ela já estaria sob o poder de Bruno e Macarrão no sítio do ex-goleiro, em Esmeraldas. No veículo, que foi apreendido por documentação irregular, também estavam os dois primos de Bruno – o adolescente Jorge Rosa (hoje com 19 anos) e Sérgio Rosa Sales, assassinado na última quarta-feira com seis tiros em Belo Horizonte.

O motorista chegou a ser ouvido sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, mas não foi indiciado pelo crime. Na época, o filho de Eliza foi encontrado na casa da namorada de Cleiton, depois de ter sido entregue pelos amigos de Bruno, Flávio Caetano de Araújo, o Flavinho, e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, quando a polícia buscava notícias da estudante e da criança.

Jornal Midiamax