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Polícia Militar reforça efetivo nas Moreninhas após base ser atacada com granada

A granada utilizada no ataque foi encaminhada para a perícia. Os militares esperam que, com os laudos, possam identificar os autores do ataque.

Arquivo Publicado em 29/11/2012, às 14h45

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A granada utilizada no ataque foi encaminhada para a perícia. Os militares esperam que, com os laudos, possam identificar os autores do ataque.

Na manhã desta quinta-feira (29), o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Carlos Alberto David dos Santos, descartou a ação do PCC (facção criminosa de São Paulo) no ataque a sede do 10º Batalhão no bairro Moreninhas, por volta das 21h40 de terça-feira (27).



Na ocasião, dois homens em uma moto teriam jogado uma granada contra o pelotão e, por sorte, o artefato não explodiu. “O jeito que a granada foi jogada ajudou nas investigações. Talvez pelo nervosismo ou falta de habilidade dos criminosos ela não explodiu. Isso aponta que eles não tinham habilidade para mexer com o artefato.”, comentou o comandante-geral da PM.



A granada foi encaminhada para a perícia para que seja analisada. Os militares esperam que, com os laudos, possam identificar os autores do ataque. De acordo com o coronel, o artefato tem alto poder destrutivo e pode causar efeitos destrutivos de cinco a oito metros do local onde explodiu.



Devido o ataque a sede do 10º Batalhão, a PM informou que o efetivo policial na região das Moreninhas será reforçado com a presença de mais 40 militares.


Sobre os presos da operação ‘Varejo’, o comandante acredita que eles serão interrogados para contribuir com as investigações. “Nossas formas de atuação vêm incomodando muita gente. Este ano, por exemplo, realizamos grandes apreensões de drogas, cigarro e muitas prisões foram efetuadas, entre eles de policiais militares, algo que resultou em ameaças e aborrecimento para a corporação”, fala o comandante ao Midiamax.



Ações da inteligência



Desde 2007, de acordo com o coronel, o setor de inteligência da polícia já realiza um trabalho em específico para cuidar da entrada de bandidos integrantes de facções no Estado. “A polícia está pronta e não espera acontecer nada, mas, se alguém fugir a essa regra e quiser testar, terá uma resposta a altura”, conclui o comandante.



Entre as ações de ontem houve a prisão de um foragido da Colônia de 27 anos. Ele estaria em um bar, assistindo um jogo, quando foi abordado e preso pelos militares.


Jornal Midiamax