Polícia

Investigação aponta para ‘queima de arquivo’ na execução de policial militar, confira o vídeo

Nem mesmo as oito câmeras de segurança do posto de combustível e a presença de clientes e funcionários inibiram a ação dos assassinos.

Arquivo Publicado em 18/12/2012, às 13h25

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Nem mesmo as oito câmeras de segurança do posto de combustível e a presença de clientes e funcionários inibiram a ação dos assassinos.

A Polícia Civil teve acesso as imagens do circuito interno de segurança do posto de combustíveis na BR-163, saída para São Paulo, no jardim Itamaracá, onde o subtenente da Policia Militar, Carlos José Silveira, foi executado à tiros na manhã de ontem (17). Após analise das imagens, as investigações apontam para “queima de arquivo” e criminosos de fora do Estado.

O delegado responsável pelas investigações, Devair Aparecido Francisco, titular da 4ª Delegacia de Polícia, explica que os criminosos não tiveram preocupação de esconder o rosto, o que pode apontar que eles vieram de fora do Estado. “Um deles chegou tranquilamente, sem qualquer preocupação de esconder o rosto, e em seguida executaram a vítima. Depois tomaram o rumo da rodovia”, comentou o delegado.

Nem mesmo as oito câmeras de segurança do posto de combustível e a presença de clientes e funcionários inibiram a ação dos assassinos. O crime aconteceu por volta das 7h de segunda-feira, quando o policial saía do plantão.

De acordo com as imagens, a execução ocorreu em apenas seis segundos. Carlos José Silveira foi atingido por 19 disparos e a perícia ainda encontrou outras nove cápsulas de 9mm ao lado do corpo.

Até o momento a Polícia Civil ouviu quatro testemunhas que presenciaram a execução o policial militar. Carlos José Silveira caiu ao ser atingido pelo primeiro disparo e depois foi alvejado já ao solo.

As investigações ainda apontam o motivo para o crime como “queima de arquivo”, já que a vítima foi presa no ano passado na Operação Fumus Malus, de combate ao contrabando de cigarros. Devair explica que quer ter acesso aos depoimentos da vítima para ver se ele teria delatado alguém na ocasião, o que pode ter motivado o assassinato.

“Vamos apurar como foi o depoimento dele para ver se ele fez delação de algum envolvido”, afirmou ao Midiamax o delegado.

A Polícia Civil acredita ainda que Carlos José Silveira foi seguido pelo assassino desde o local onde tiravam o plantão na Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) até posto de combustível. Neste momento, investigadores refazem o trajeto da vítima em busca de pistas.


Confira o vídeo:

Jornal Midiamax