Polícia

Homem vai visitar bandido no hospital e polícia descobre arsenal em sua casa

O material apreendido possui alto poder de destruição e pertenceria, de acordo com a Polícia Civil, a um armeiro (pessoa que faz manutenção de armas), que pode ser integrante de uma facção criminosa.

Arquivo Publicado em 11/12/2012, às 14h45

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O material apreendido possui alto poder de destruição e pertenceria, de acordo com a Polícia Civil, a um armeiro (pessoa que faz manutenção de armas), que pode ser integrante de uma facção criminosa.

Um arsenal com alto poder de destruição, que quase cobria de ‘ponta a ponta’ as paredes da delegacia, foi apresentado na manhã desta terça-feira (11), para a imprensa da Capital.


O material apreendido pertenceria, de acordo com a Polícia Civil, a um armeiro (pessoa que faz manutenção de armas), que pode ser integrante de uma facção criminosa.


Cleber Roger Zavala, 40 anos, só foi descoberto porque decidiu visitar um bandido no hospital no último sábado (8), já que o paciente teria encomendado a ele três fuzis.


“A nossa equipe teve dificuldades de entrar no hospital e não sei como ele teve livre acesso. Mas, a partir daí, passamos a monitorá-lo, sendo que ele foi preso ontem em sua casa”, afirma o delegado Fabio Peró, responsável pelas investigações.


As armas, carregadores, pólvoras, centenas de munições e apetrechos para adulteração estavam todos escondidos sob o guarda-roupa de Cleber, morador do bairro Jardim Parati, em Campo Grande.


“Tiramos de circulação armas que têm o poder de atingir qualquer pessoa com um colete balístico e até mesmo ultrapassar quem esteja dentro de um veículo blindado”, explica o delegado Peró.


Foram pegos três fuzis de calibre 762, que é o mais potente de todos e estava com silenciador na ponta, fuzil HQ 223 e o terceiro 556. Também havia uma carabina Winchester e um revólver, ambos de calibre 44.


”Todo o material será periciado e com a verdadeira marcação das armas, faremos o cruzamento de ocorrências para verificar onde o arsenal já foi utilizado. O comparsa dele que está no hospital, por exemplo, sabemos que era integrante de uma quadrilha especialista em roubos a bancos”, diz o delegado.


Cleber vai responder pelo crime de posse ou porte de arma de fogo de uso restrito, com o agravante de fornecer recarga de munição. A pena varia de três a seis anos de reclusão.

Jornal Midiamax