Polícia

Desabamento RJ: polícia acha cofre e caixas de banco soterrado por prédios

A Polícia Civil do Rio de Janeiro localizou nesta sexta-feira (27) o cofre e os caixas eletrônicos de uma agência do banco Itaú que foi soterrada pelos escombros dos desmoronamentos de três prédios na avenida Treze de Maio, no centro da capital fluminense. O material está custodiado pela polícia à espera da chegada do delegado […]

Arquivo Publicado em 27/01/2012, às 19h51

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro localizou nesta sexta-feira (27) o cofre e os caixas eletrônicos de uma agência do banco Itaú que foi soterrada pelos escombros dos desmoronamentos de três prédios na avenida Treze de Maio, no centro da capital fluminense. O material está custodiado pela polícia à espera da chegada do delegado responsável, que determinará, junto com a direção do Itaú, se os equipamentos serão levados a um depósito público ou entregues diretamente ao banco.

O coronel Alcântara, comandante do Corpo de Bombeiros, afirmou na tarde desta sexta-feira que as equipes de resgate estão praticamente na parte final dos trabalhos de buscas. O desejo da equipe, conforme o comandante, é acabar o trabalho de escavação ainda hoje. Entretanto, a operação pode sofrer atrasos, já que, a cada corpo encontrado, as escavações são interrompidas.

Os desabamentos

Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Segundo a Defesa Civil do município, 11 pessoas morreram no acidente e 20 permanecem desaparecidas. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Cerca de 80 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite da tragédia na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.

Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado. De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.

Com o acidente, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. O governo do Estado decretou luto. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.

Jornal Midiamax