Polícia

Adolescentes correm atrás de coelhos e vão parar na delegacia dentro de viatura policial

De acordo com a mãe dos adolescentes, os animais são de uma vizinha e vivem soltos pela rua. “As crianças sempre correm atrás deles. Meus meninos são danados, mas eles não precisavam ter ido na viatura policial para a delegacia, nós temos como levá-los no carro”, explica.

Arquivo Publicado em 08/01/2012, às 16h13

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De acordo com a mãe dos adolescentes, os animais são de uma vizinha e vivem soltos pela rua. “As crianças sempre correm atrás deles. Meus meninos são danados, mas eles não precisavam ter ido na viatura policial para a delegacia, nós temos como levá-los no carro”, explica.

Os filhos de 14 e 15 anos de Maura Elena Santos Bareta, de 40 anos, foram parar na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga na manhã deste domingo (8) porque correram atrás de coelhos da vizinhança e acabaram entrando no Condomínio Caetés, na Rua Alexander Fleming, bairro Nova Bandeirantes, em Campo Grande.
De acordo com a mãe dos adolescentes, os animais são de uma vizinha e vivem soltos pela rua. “As crianças sempre correm atrás deles. Meus meninos são danados, mas eles não precisavam ter ido na viatura policial para a delegacia, nós temos como levá-los no carro”, explica Maura.
A confusão se deu após uma moradora do primeiro andar ver os adolescentes entrando no prédio. “Alguém saiu com o carro e eles aproveitaram para invadir o condomínio”, conta.
O síndico do lugar, o instrutor de segurança Francisco Maciel, reclama que os adolescentes sempre invadem o prédio. “Eu já tentei conversar com os pais, com eles, mas eles não querem nem saber. Aí eu chamei a polícia desta vez”, diz.
A mãe dos adolescentes nega o fato e diz que o síndico persegue seus filhos. “O portão está aberto desde ontem, está quebrado. Meus filhos só estavam brincando, não invadiram lugar nenhum, não mexeram em nada”, afirma.
Maura conta que o marido mora há 40 anos no local e que as crianças sempre viveram lá. Ela conta que o síndico implica com a permanência deles na vizinhança. “Eu faço instalação de piso tátil e eles me ajudam de vez em quando. Não são desocupados nem bandidos para irem atrás do camburão da polícia”, reclama a mãe.
Ela conta que, mesmo oferecendo o carro para levar os meninos à Depac, a Polícia Militar carregou os dois na viatura policial para prestar depoimento na delegacia. “Eu entrei na viatura para acompanhá-los e a polícia me jogou para fora do carro, machucando meu braço”, mostra Maura.
 Foi registrado um boletim de ocorrência por invasão de propriedade privada contra os dois, que não têm antecedentes criminais, segundo a família. 

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Jornal Midiamax