Polícia

Policial Federal que matou PM em Dourados é absolvido pela Justiça de MS

Foi publicada nesta quarta-feira (16) a decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial e o encerramento da acusação contra o Policial Federal, Leonardo de Lima Pacheco, que no dia 08 de maio (Dia das Mães) deste ano, matou o PM Sandro Morel a tiros. Segundo a decisão do juiz F. V. de Andrade Neto, […]

Arquivo Publicado em 16/11/2011, às 22h45

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Foi publicada nesta quarta-feira (16) a decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial e o encerramento da acusação contra o Policial Federal, Leonardo de Lima Pacheco, que no dia 08 de maio (Dia das Mães) deste ano, matou o PM Sandro Morel a tiros.


Segundo a decisão do juiz F. V. de Andrade Neto, não existe ‘justa causa’ para a ação penal, sendo que o PF teria agido em legítima defesa. Após seis meses do inquérito policial, Leonardo está livre. Para o juiz, o policial federal agiu em legítima defesa, uma vez que o policial Sandro Moreal “não se identificou de forma suficiente” .


A alegação da defesa de Leonardo baseou-se em afirmar que o PM Sandro não teria se identificado de maneira ou volume adequado, sendo que Leonardo acreditou que se tratava de um bandido. No entendimento do juiz, uma vez isso, o PF “temendo por sua integridade pela incerteza da autenticidade da sua identificação”, reagiu da maneira como foi treinado e que “caso tal vítima fosse um “bandido”, certamente o mataria, como ocorre rotineiramente”.


A decisão do juiz não impede que sejam realizadas outras investigações, caso surjam novos fatos relativos ao crime e o inquérito seja reaberto.


O Caso


O PM Sandro Morel foi morto a tiros pelo PH Leonardo Pacheco. Segundo consta em inquérito, a morte aconteceu após batida. A ‘operação’ que culminou com a morte de Morel e com ferimentos do também PM José Pereira de Souza e do policial federal Leonardo Lima Pacheco teria acontecido depois que A Guarda Municipal Zilda Aparecida Rodrigues Ramires que mantinha contato com Leonardo por MSN (Mensseger) teria sido convidada pelo PF para manter relações sexuais em troca de drogas. Leonardo não sabia que a mulher era da Guarda Municipal.


Zilda então teria dito a Sandro Morel que o policial federal Leonardo seria traficante de drogas. Zilda, Sandro e o PM José Pereira teriam ido até o apartamento do policial federal para pega-lo em ‘flagrante’. A decisão de fazer a batida teria surgido de Sandro, segundo depoimento da GM. Teria havido então uma troca de tiros que matou Sandro. A perícia comprovou que o tiro partiu da arma do policial federal.


O PM Sandro Morel foi promovido por ‘ato de bravura’ à Cabo, segundo informou o Diário Oficial do Estado.

Jornal Midiamax