Polícia

Policial Federal que matou PM em Dourados consegue liberdade provisória

O policial federal alega ter reagido em legítima defesa após uma suposta abordagem em seu apartamento pelo policial militar do serviço reservado, que havia sido acionado por uma guarda municipal.

Arquivo Publicado em 13/05/2011, às 20h09

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O policial federal alega ter reagido em legítima defesa após uma suposta abordagem em seu apartamento pelo policial militar do serviço reservado, que havia sido acionado por uma guarda municipal.

O juiz Adriano da Rosa Bastos que responde pela terceira Vara Criminal acaba de decidir pela a concessão a liberdade provisória para o policial federal Leonardo de Lima Pacheco acusado de ter matado na tarde do Dia das Mães o policial militar Sandro Álvares Morel.


A decisão do juiz tem como fundamento o parágrafo único do artigo 310 do Código de Processo Penal. Adriano Bastos em sua decisão deixa claro que Leonardo foi solto de forma provisória já que o pedido do relaxamento de sua prisão fora indeferido atendendo a recomendação do Ministério Público Federal.


Em seu despacho o juiz afirma que “no que tange às condições para a liberdade expostas pelo Ministério Público, comungo no sentido de que o requerente deverá sempre manter endereço atualizado e comunicar o juízo quando for viajar por mais de 08 dias. De igual modo, reputo necessário que seu exercício profissional continue sendo na comarca de Dourados-MS, até mesmo como forma de se facilitar futuras intimações pessoais. Porém, não acolho a pretensão ministerial de se proibir o contato por qualquer meio com a guarda municipal Zilda Aparecida Ramires vez que, ao menos por ora, não há norma em vigor que assim autorize.”


Adriano Bastos asseverou que o crime apurado causou extrema comoção na sociedade douradense e de regiões próximas, sendo muito noticiado pela imprensa.


“No entanto, segundo o juiz, tal comoção não serve como subsídio para a mantença do cárcere, já que a ordem pública deve ser entendida como a paz social decorrente da inexistência de elementos que indiquem a prática de novos crimes pelo indiciado em liberdade.”

Jornal Midiamax