Polícia

ONG diz que autoridades sírias esconderam presos de observadores estrangeiros

A organização não governamentais (ONG) Human Rights Watch informou que as autoridades da Síria transferiram centenas de presos em dependências militares para escondê-los dos observadores da Liga Árabe, que estão no país. Em comunicado, a ONG de defesa de direitos humanos apelou para que a missão de 50 observadores “insista para obter acesso completo a […]

Arquivo Publicado em 28/12/2011, às 13h21

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A organização não governamentais (ONG) Human Rights Watch informou que as autoridades da Síria transferiram centenas de presos em dependências militares para escondê-los dos observadores da Liga Árabe, que estão no país. Em comunicado, a ONG de defesa de direitos humanos apelou para que a missão de 50 observadores “insista para obter acesso completo a todos os centros de detenção” da região.

De acordo com a organização, nos dias 21 e 22 de dezembro, de 400 a 600 detentos foram transferidos para uma fábrica de mísseis, na localidade de Zaidal, na região de Homs – bastião da oposição ao governo do presidente sírio, Bashar Al Assad. Segundo a ONG, as transferências ocorreram em etapas, e não de uma só vez.


No comunicado, a ONG informa que, há oito dias, um morador de Homs contou que viu caminhões de carga fortemente vigiados nos arredores do Presídio Central e no centro de detenção militar de segurança em Homs. Outro morador informou que presenciou situação semelhante no dia 22.


Há dois dias, a missão de observadores da Liga Árabe (que reúne 23 nações) está na Síria. O objetivo é verificar a situação no país, uma vez que há nove meses uma onda de violência ocorre na região devido aos embates entre manifestantes e forças leiais a Assad. Pelas estimativas da Organização das Nações Unidas, cerca de 4 mil pessoas morreram no período.


Assad é acusado de uma série de violações de direitos humanos. Há informações de que ele comandou operações que levaram a assassinatos, torturas e agressões sexuais. Entre as vítimas estão crianças e adolescentes. Os dados foram levantados por três peritos ligados às Nações Unidas. O governo sírio nega todas as informações.

Jornal Midiamax