Polícia

Justiça se une para julgar assassinatos no campo

CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o Tribunal de Justiça do Pará começaram, neste domingo (25), uma força-tarefa para julgar os casos de quem foi morto em conflitos por terra. Durante 15 dias, o mutirão vai mobilizar Ministério Público, Defensoria Pública, oficiais de Justiça, advogados e todas as partes envolvidas nos processos. A expectativa é […]

Arquivo Publicado em 26/09/2011, às 01h45

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CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o Tribunal de Justiça do Pará começaram, neste domingo (25), uma força-tarefa para julgar os casos de quem foi morto em conflitos por terra. Durante 15 dias, o mutirão vai mobilizar Ministério Público, Defensoria Pública, oficiais de Justiça, advogados e todas as partes envolvidas nos processos. A expectativa é de julgar pelo menos um processo por dia.

De acordo com a Comissão Pastoral da Terra, entre 1985 e o ano passado foram registrados 1.580 assassinatos de agricultores e lideranças camponesas no Estado. Todos os crimes estavam ligados a disputas agrárias. Desse total, porém, só 91 foram julgados.

O primeiro caso a ser julgado pela força-tarefa será a chacina da Fazenda Ubá, localizada no sul do Pará. O crime aconteceu em 1985, por causa de uma disputa pela terra da propriedade.

Dezessete trabalhadores foram assassinados e tiveram casas queimadas por pistoleiros, e o caso chegou a ser levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à OEA (Organização dos Estados Americanos).

Jornal Midiamax