Polícia

Força Nacional e Polícia Federal continuarão operando nas aldeias de Dourados

Em portaria publicada no Diário Oficial da União no dia nesta segunda-feira (17) o Ministério da Justiça garante a permanência da Força Nacional nas aldeias de Dourados. A portaria que garante um prazo de 60 dias pode ser prorrogada pelo ministério. Já a Polícia Federal de Dourados recebeu, na tarde desta terça-feira (18), determinação da […]

Arquivo Publicado em 19/10/2011, às 17h26

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Em portaria publicada no Diário Oficial da União no dia nesta segunda-feira (17) o Ministério da Justiça garante a permanência da Força Nacional nas aldeias de Dourados. A portaria que garante um prazo de 60 dias pode ser prorrogada pelo ministério.


Já a Polícia Federal de Dourados recebeu, na tarde desta terça-feira (18), determinação da Superintendência Regional, em Campo Grande e da Coordenação Geral de Defesa Institucional de Brasília, para coordenar os trabalhos nas aldeias indígenas de Dourados.


As determinações são para que os trabalhos iniciados na Operação Tekoha, no mês de abril deste ano e findadas no início de outubro, continuem na Reserva Indígena com maior densidade populacional do país. A PF, com o apoio da Força Nacional deve agora redefinir a estratégia para continuar a realizar a segurança nas aldeias.


Uma equipe de policiais federais será recrutada em outros Estados, para darem continuidade à Operação Tekohá, não prejudicando assim os demais trabalhos desenvolvidos pela Delegacia em Dourados.


Continuidade


A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Ministério da Justiça (MJ) devem assinar um acordo de cooperação que dará segurança jurídica para que as policiais estaduais possam atuar dentro das comunidades indígenas no município de Dourados.


Em decorrência deste acordo, dentro do plano de trabalho da Sejusp está a implantação da polícia comunitária com a construção de uma base fixa dentro da aldeia onde estarão presentes as polícias militar e civil, além do Corpo de Bombeiros.


A turma para o curso de polícia comunitária será de 50 alunos sendo a maioria de indígenas. Os cursos serão feitos na própria aldeia indígena e antes de terminar a continuação da Tekoha. Representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) também deverão estar presentes em todas as etapas, inclusive nos cursos de capacitação.


A iniciativa tem como base o projeto de Segurança Comunitária, que trabalha a prevenção, aproxima a polícia da comunidade e associa a ação policial a outras, como a social e a de saúde. O planejamento da Sejusp prevê recursos do Governo Federal que serão utilizados na compra de viaturas, comunicações, informática, mobiliário e na construção da base fixa de polícia comunitária.


De acordo com o último balanço da operação, em 25 dias foram registradas 170 ocorrências, com três flagrantes de tráfico de drogas. Diminuíram os furtos e roubos e não houveram homicídios.

Jornal Midiamax