Polícia

Causa da morte de jovem acusada de estelionato permanece indefinida, diz polícia

Segundo o delegado responsável pelo caso, Juvenal Laurentino Martins, somente exames laboratoriais poderão definir a causa da morte de Talita. A polícia permanece investigando se o casal chegou a cometer golpes na cidade antes do óbito da jovem.

Arquivo Publicado em 30/11/2011, às 20h10

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Juvenal Laurentino Martins, somente exames laboratoriais poderão definir a causa da morte de Talita. A polícia permanece investigando se o casal chegou a cometer golpes na cidade antes do óbito da jovem.


A causa da morte da jovem Talita Ribeiro Tosta, ocorrida nesta madrugada de quarta-feira (30), em um hotel em Três Lagoas, ainda não foi determinada. Segundo o delegado responsável pelo caso, Juvenal Laurentino Martins, a perícia local indicou causa indeterminada. O companheiro de Talita, Juliano Alves Malaquias, foi solto após prestar depoimento, em Três Lagoas.



“Enviamos material genético de Talita para Campo Grande. Somente exames laboratoriais poderão esclarecer se houve ou não uso de drogas, bebidas ou até mesmo envenenamento criminoso da jovem”, apontou Martins.



De acordo com o delegado, até o momento não há nada que possa incriminar Juliano. “Ele foi ouvido e liberado, pois não foi encontrada nenhuma prova concreta do envolvimento desse rapaz, tanto nos possíveis estelionatos quanto na morte de Talita”.



Contudo, o nome do namorado de Talita está vinculado a diversos crimes de estelionato nas cidades de Dracena/SP, Adamantina/SP, Tupi Paulista/SP e Presidente Venceslau/SP. Na cidade de São José do Rio Preto/SP ele possui passagem por uso de documento falso.



Os policiais do 1° Distrito Policial de Três Lagoas estão apurando sobre a procedência dos documentos encontrados no quarto do casal. “Nossa equipe está investigando a origem desses documentos. Ainda não podemos informar se são falsos, furtados, extraviados ou até mesmo cedidos”, alegou o delegado.



O caso



No início da manhã desta quarta-feira (30), policiais foram chamados para registrar Boletim de Ocorrência de uma pessoa que teria vindo a óbito em um dos apartamentos de um hotel em Três Lagoas.  



No local estava o namorado da vítima, Juliano Alves Malaquias, 27 anos, que informou aos policiais que chegou a acionar o SAMU para socorrer a jovem, mas a equipe constatou que Talita já estava sem vida.



O casal se hospedou na noite de terça-feira (29) e a jovem apresentou documentação com o nome de Lorraine Soares Nery. Segundo o namorado, Talita passou mal enquanto tomava banho, por volta das 03h50min.



No momento em que os policiais pediram a documentação da vítima para registrar o óbito, Juliano entregou a com nome de Lorraine e seguiu com eles para o Distrito Policial (DP) para finalizar os procedimentos do registro da ocorrência.



Enquanto Juliano registrava no ocorrido no DP, policiais civis encontraram a documentação verdadeira da jovem, no nome de Talita Ribeiro Tosta, de 23 anos, com a foto da jovem morta.



Juliano confessou aos policiais que a vítima utilizava o nome de Lorraine para aplicar golpes de estelionato na região. Talita era o verdadeiro nome da vítima, que residia na cidade de Mirandópolis, no interior paulista.



A Polícia apreendeu cartões de crédito e talões de cheques no nome de Lorraine. Havia anotações no canhoto do talão, sendo que três cheques foram emitidos no valor de R$ 1 mil e outro no valor de R$ 680, que podem ter sido emitidos no comércio de Três Lagoas.



O carro do casal, um Fiat Siena, de placas ENA-0356, de Álvares Machado/SP, já está sendo periciado. 

Jornal Midiamax