Polícia

Agepen admite falha no presídio de Campo Grande, onde presos fizeram dez reféns

A dúvida: como é que uma pistola foi parar na mão de um detento que tentou escapar hoje no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande? Por conta disso, a PM teve de mobilizar ao menos 80 policiais e ação durou duas horas

Arquivo Publicado em 02/05/2011, às 18h10

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A dúvida: como é que uma pistola foi parar na mão de um detento que tentou escapar hoje no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande? Por conta disso, a PM teve de mobilizar ao menos 80 policiais e ação durou duas horas

O diretor da Agência Penitenciária (Agepen), o coronel da Polícia Militar Deusdete de Oliveira foi questionado durante coletiva à imprensa sobre o fato de uma pistola ter parado nas mãos de Carlos Henrique da Silva, o Danone, que hoje tentou fugir do Presídio de Segurança Máxima, em Campo Grande. Ele disse que acredita que a arma tenha entrado fragmentada (em pedaços) e depois foi montada aos poucos.

“Tem 1.700 presos na Máxima e em média 600 a 700 pessoas passam durante visita. Fica difícil contralar tanta gente”, disse Deusdete.

Porém, o diretor da Agepen não comentou sobre o sistema de detector de metais, se está funcionando ou não.

Deusdete Oliveira não comentou durante a coletiva sobre a possibilidade da pistola utilizada por Danone tenha entrado na Máxima por meio de facilitação de algum funcionário. Limitou-se a dizer apenas que o caso será investigado.

Carlos Henrique da Silva, o Danone, que tentou fugir do Presídio de Segurança Máxima, na manhã desta segunda-feira, foi um dos líderes da rebelião de 2006, no mesmo local. Na época, motins também foram desencadeados simultaneamente em Dourados, Corumbá e Três Lagoas.

A tentativa

Nesta manhã, Carlos Henrique e o detento Adilson Pereira dos Santos pediram por atendimento de saúde e quando estavam sendo levados para o setor de saúde Danone esboçou tentativa de fuga em direção ao portão que dá acesso à rua. Um dos agentes acionou o apito e dado então alerta geral.

Portando uma pistola 635, Danone dominou dez pessoas, entre médicos, enfermeiros, professores e psicólogos encarregados de atendimento médico, e as levou para uma das salas do setor médico. A tropa de choque foi acionada e iniciado o processo de negociação que resultou na rendição dos detentos. Segundo o que levantou a Agepen, Adilson Pereira não teve ligações com a tentativa de fuga.

Após a rendição, Danone foi levado para a sede do 3º DP. Não foi divulgado se ele será transferido.


As informações repassadas pela polícia dão conta que ele tentou fugir do Fórum de Campo Grande em 2006, quando ia para uma audiência. Além disso, ele também já foi transferido para o Presídio federal de Catanduvas. (Colaborou Alessandra de Souza).


Jornal Midiamax