O advogado Renê Siufi, defensor do policial civil Cleidival Vasques Bueno, o Vasques, acusado de matar a colega de trabalho, a investigadora Elaine Yamazaqui, em março de 2009, disse há pouco no julgamento que, se o réu quisesse poderia criar uma situação de assalto no dia do crime dada a sua experiência e escapar da acusação. Com isso, ele quer reforçar a tese que defende – a de que o tiro que matou Elaine foi disparado acidentalmente.

Vasques matou a policial com um tiro na cabeça. Os dois conversavam dentro do carro, quando a arma disparou. Eles teriam um caso extraconjugal. Ela era casada e tinha uma filha adolescente. Exames periciais indicam que o tiro saiu de cima para baixo. A acusação defende a ideia que Vasques matou a vítima intencionalmente.

Renê Siufi disse que, mesmo após o crime, o comando da Polícia Civil manteve Vasques na corporação e que isso é uma prova de que o policial, há três décadas na ativa, seria um investigador exemplar.

O advogado disse que arma estava no painel do carro e, por acidente caiu e o tiro foi disparado.

Elaine cursava Direito e o policial foi lá conversar com ela, na noite do dia 13 de março de 2009. Ele pilotava uma motocicleta e a investigadora dirigiu um carro. No caminho, os dois pararam para conversar. Após o tiro, o policial deixou o local e foi embora para a casa.

No dia seguinte ele foi detido na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), onde cumpria expediente ao lado da investigadora morta. A missão dele: combater a violência contra a mulher.