Polícia

Policiais prendem dono de abatedouro clandestino

Policiais da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) prenderam em flagrante o dono de um abatedouro clandestino de carne no Indubrasil, em Campo Grande, nesta quinta-feira (9). Segundo a polícia, há três semanas o local estava sendo investigado depois de denúncias anônimas informando sobre as atividades. Na manhã de hoje, […]

Arquivo Publicado em 09/09/2010, às 13h44

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Policiais da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) prenderam em flagrante o dono de um abatedouro clandestino de carne no Indubrasil, em Campo Grande, nesta quinta-feira (9).


Segundo a polícia, há três semanas o local estava sendo investigado depois de denúncias anônimas informando sobre as atividades. Na manhã de hoje, os policiais foram até o local e prenderam em flagrante Rodrigo Robson de Souza, de 31 anos, identificado como o proprietário do abatedouro.


No local, os policiais encontraram uma motoserra e uma Saveiro que tinha restos de abate de gado, além de ganchos usados para pendurar os animais no fundo de uma casa. Cerca de 300 quilos de carne foram apreendidos. Para o delegado da Decon, Adriano Garcia, os petrechos apontam que no local eram feitos abates há muito tempo. Os policiais também estão investigando se o gado abatido no local era produto de furto.


Para o delegado, o gado que abastece os matadouros clandestinos possui algum problema de saúde, como patas quebradas ou até mesmo doenças, e por isso são descartados pelos frigoríficos. Diante disso, eles são comprados por esses donos de abatedouros clandestinos.


Garcia diz que o consumo desse tipo de carne é um risco para a saúde, já que não há controle dos órgãos de vigilância sanitária.


O proprietário confirmou que abatia gado descartado pelas carretas dos frigoríficos, mas negou que mantinha um abatedouro clandestino nos fundos de casa. Ele alegou que parte do gado abatido vinha de uma chácara de sua propriedade, e que fica próximo ao local. A mãe do suspeito, Maria Inês Rossi, afirmou que ele é inocente e que só realizava os abates esporadicamente quando havia festas.


Rodrigo responderá pelo crime contra as relações de consumo cuja pena é de 2 a 5 anos de detenção. (Editado às 11h24 para acréscimo de informação)

Jornal Midiamax