Polícia

Homens da tropa de elite da Polícia Militar de MS viram carcereiros em Unei

Policiais capacitados para agir em situações de riscos, especiais, cumprem hoje missões como conduzir os menores infratores até o conhecido banho de sol ou cuidar de alojamento da Unei, em Campo Grande

Arquivo Publicado em 12/09/2010, às 19h00

None

Policiais capacitados para agir em situações de riscos, especiais, cumprem hoje missões como conduzir os menores infratores até o conhecido banho de sol ou cuidar de alojamento da Unei, em Campo Grande

Homens da Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais), considerada a tropa de elite de Mato Grosso do Sul – pelo preparo diferenciado que recebem – estão trabalhando com escolta dos adolescentes que cumprem pena na Unei (Unidade Educacional e Internação) Dom Bosco, órgão provisoriamente funcionando nas dependências da Colônia Penal Agrícola.

Os militares da Cigcoe estão no local desde a rebelião que aconteceu no dia 2 de setembro deste ano, quando foram destruídos alojamentos e um menor foi feito refém por um grupo rival.

A função dos policiais tem sido de verdadeiros carcereiros, pois estão com a responsabilidade de fazer visitas aos alojamentos da Unei, local que abriga menores infratores a cada 30 minutos, conduzir os garotos para banho de sol e ainda monitorar as conversas para verificar se estão planejando algum motim.

Um policial que não quis se identificar, afirma que a queixa não é por vaidade, mas porque este tipo de contato com os adolescentes acaba comprometendo o serviço deles também.

“Com isto acaba nosso diferencial que é o praticamente anonimato e elemento surpresa na hora de agir. Estamos tendo convivência com eles, quando, na verdade, quando chegamos num local de conflito é pra resolver o problema e ir embora”, explica.

Outro policial, que também não quis se identificar, faz uma revelação ainda mais preocupante. Segundo ele, enquanto a Cigcoe faz carceragem na Unei, a Rondas Táticas da Capital (Rotac) não está com seu trabalho rotineiro. “Se acontecer alguma coisa que precisar do nosso apoio teremos que deixar a Unei e aí surge a possibilidade dos menore se aproveitarem para fazer outro motim”, alerta.

A tropa

A Cigcoe trabalha com quatro pelotões especializados para cada tipo de situação: a Rotac que efetiva o patrulhamento em áreas de violência; o Choque; o GAT de ações táticas especiais, que lida com casos onde há reféns ou bombas e a ROCA, que é o quarto pelotão, onde atuam os cães, que são uma ferramenta a mais que a Companhia tem para utilizar no combate à criminalidade.


Jornal Midiamax